Política

Lira garante que PMDB manterá voto pelo impeachment e acredita na aprovação do processo no Senado

Segundo o peemedebista, ainda é cedo para fazer uma avaliação de quantos votos favoráveis pelo impeachment haverá

RaimundoLira

O senador Raimundo Lira (PMDB) comentou nesta segunda-feira (18) a decisão da Câmara Federal de aprovar por 367 votos a autorização da abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Para ele, o resultado foi dentro do esperado e a “vitória pelo sim” deve ser repetida no Senado.

Segundo o peemedebista, ainda é cedo para fazer uma avaliação de quantos votos favoráveis pelo impeachment haverá no Senado, mas ele acredita que os parlamentares aprovarão a abertura do processo.

“Na Câmara aconteceu o resultado que estava previsto nesses últimos dias que foi a vitória do sim a por mais de 360 votos. Em relação ao senado que vai dar sim também, mas ainda está cedo para fazer uma avaliação de quantos votos favoráveis terão”, disse.

Lira garantiu que tanto ele, como o senador José Maranhão, também do PMDB, manterão seus votos já anunciados pela aprovação do afastamento da presidente Dilma. Ele explicou que essa foi decisão feita antecipadamente pela bancada federal do PMDB da Paraíba.

“Nós decidimos tomar essa decisão na quinta-feira passada. Os parlamentares da Paraíba decidiram concordar com o afastamento do governo e não fomos a reboque da decisão da Executiva Nacional. Da mesma forma antecipadamente tomamos essa decisão de apoiar o impeachment”, declarou.

Ele revelou que ligou para o vice-presidente Michel Temer ainda no domingo para “cumprimentá-lo pela decisão da Câmara”. “Apenas o cumprimentei o parabenizando e ele, de forma serena, agradeceu a compreensão”, contou.

Para Lira, Temer “é muito paciente, muito agregador” e sabe da “necessidade de conseguir o maior número de forças políticas fazendo um governo de coalizão”.

“A história política e econômica ela se repete. Em 92 estamos em crise econômica e tivemos impeachment com crise. Quando Itamar Franco assumiu o Brasil respirou. Foi esperança para mobilizar os setores econômicos do país. Sempre que há forte indicação de queda do governo a bolsa sobe e o dólar cai. No momento que vislumbre um novo momento político, um novo momento econômico a situação tende a melhorar. Não vai ter milagre, mas vai ter uma melhora, e crescimento econômico”, avaliou.

 

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