A deputada federal e pré-candidata à Prefeitura de São Paulo, Tabata Amaral (PSB-SP), afirmou que “se dizer pró-mercado e ser contra a reforma tributária não faz sentido e é ilógico”. A parlamentar destacou que a reforma é extremamente necessária e que espera que a pauta seja promulgada até o início de dezembro: “Acredito muito na reforma tributária. É sobre ter segurança pra abrir um negócio nesse país. Não faz sentido dizer que é a favor do mercado e ser contra a reforma. O que espero depois do feriado é muito trabalho, eu espero que a reforma seja votada o quanto antes na Câmara e que aconteça até o início de dezembro”. Em relação à fala do vice-presidente Geraldo Alckmin, que afirmou que Tabata “é a mudança”, ela respondeu que acredita que Alckmin a tenha enxergado como uma pessoa que traz o ‘diploma da realidade’, ou seja, como alguém que conhece as coisas não só pela teoria, mas pela vivência. “Eu venho da periferia, minha família ainda mora em uma ocupação na periferia de São Paulo, eu sei o que é depender de ônibus e do Sistema Único de Saúde, mas eu não aprendi em livros – apesar de serem importantes – eu aprendi vivendo”, disse.
Aliança com Datena – Quanto às especulações sobre ter o jornalista Datena (PDT) como seu vice, Tabata disse que ele recebeu um convite para se filiar ao PSB, mas que outras direções ainda não foram definidas, pois ele tem até o ano que vem para aceitar ou não. “É uma das melhores pessoas e uma das que mais interagem com o tema da segurança pública. Faz todo sentido tê-lo ao meu lado, foi feito o convite, dentro do PSB, cabe a ele aceitá-lo. Ele tem histórico e pauta pra isso, mas é uma decisão dele pro ano que vem”, afirmou a parlamentar. Ela declarou que pessoas que se comunicam com outras da forma que ele faz e que se preocupam com a segurança pública “fazem sentido para o projeto”.
Gestão Ricardo Nunes – Durante a entrevista, a pré-candidata também afirmou que a gestão Ricardo Nunes (MDB) não dialoga com o governo federal. “Você não resolve a questão de distribuição de energia em SP – ou do corte de água – se você não faz um diálogo com o governo. É mais fácil apontar o erro do que sentar na mesa pra conversar. Se eu dialogo com governo Tarcísio e com o governo Lula hoje, por que eu não faria isso no executivo?”, afirmou. Ao ser questionada sobre sua opinião em relação às fortes chuvas que atingiram o Estado, Tabata declarou que “São Paulo não tem planejamento”. Ela citou, por exemplo, a tragédia que ocorreu no litoral norte este ano. “Se em fevereiro o prefeito tinha condições de ver o que as chuvas fazem aqui todo ano, por que nada foi feito? Eu tive que entrar na Justiça para que a Prefeitura se comprometesse em apresentar um plano de gestão de riscos. Ainda não foi apresentado, mas tem um prazo”, disse. “Não é novidade em São Paulo [a intensidade das chuvas]. Não é algo novo, todo janeiro a gente é castigado. É claro que fica pior e mais intenso com as mudanças climáticas, mas o que tenho feito em meu trabalho na Câmara é para que cada cidade [do Estado] tenha seu plano de ação”. A pré-candidata declarou que acha “muito ruim a posição que vários prefeito adotam de dizer que o problema da segurança pública não é seu” e que ela pretende fazer diferente.
Cracolândia – Sobre a situação da Cracolândia, Tabata afirmou que esta uma das principais questões que escancaram como a Prefeitura tem falhado com a população e que não se deve enxergar apenas dependentes químicos na aglomeração, mas sim entender que também existem bandidos financiando o uso de drogas. “O abuso de álcool e drogas em São Paulo é um dos maiores problemas que existem”, complementou. A deputada federal destacou que, se for necessário, é preciso pedir ajuda para quem for possível para resolver o problema da Cracolândia. “Se muda o prefeito e ele foi do lado oposto do governo, nada acontece mais?”, finalizou.
Fonte: Jovem Pan – Foto: Reprodução / Youtube Jovem Pan News