As medidas foram definidas em reunião entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e o Procon-JP, diante do aumento de notificações no Brasil.
Na primeira etapa, os donos de estabelecimentos receberão orientações sobre os riscos e prejuízos do consumo de produtos adulterados, além de instruções para identificar possíveis sinais de adulteração. Em seguida, equipes farão uma fiscalização específica para detectar a presença da substância.
A ingestão de metanol, mesmo em pequenas quantidades, pode provocar cegueira irreversível, coma e até a morte.
Apesar de não haver registros em João Pessoa, a Secretaria de Saúde informou que vai monitorar pacientes que apresentarem sintomas compatíveis com intoxicação, seguindo recomendações do Ministério da Saúde.
De acordo com o Ministério da Saúde, até esta quarta-feira (1º), já foram notificados 43 casos de intoxicação por metanol no país:
39 em São Paulo (10 confirmados e 29 em investigação);
4 em Pernambuco, ainda em investigação.
O metanol é um composto químico incolor, inflamável e altamente tóxico, utilizado na indústria para a fabricação de formaldeído (formol), biodiesel, solventes, tintas, plásticos e outros produtos.
Por ser barato, é usado de forma ilícita na adulteração de bebidas alcoólicas, representando um grave risco à saúde pública.
Notícia Paraíba