Objetivo é reduzir casos de microcefalia nas duas maiores cidades da PB. OMS confirmou que zika Vírus e microcefalia têm relação.
O alto número de casos de microcefalia na Paraíba e a relação com o zika Virus, confirmado pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde, fizeram com que as prefeituras de João Pessoa e Campina Grande, as cidades mais populosas do estado, intensificassem o combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da zika, da dengue e da febre chikungunya. A Paraíba foi o estado que apresentou a segunda maior quantidade de notificações no Brasil, um total de 316 até a segunda-feira (7), segundo o MS.
Para combater o mosquito, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de João Pessoa está elaborando um plano estratégico, além das ações de combate direto do vetor, como a aplicação de químicos em água acumulada e na conscientização da população. Neste sábado (12), a prefeitura da capital deu início a uma força-tarefa para combater o mosquito. Agentes de Saúde Ambiental foram distribuídos pelos os cinco Distritos Sanitários, que abrangem todo território da capital ,para realizar visitas domiciliares com objetivo de identificar e eliminar os focos ou possíveis locais que podem servir como criadouro.
A ação na cidade de João Pessoa faz parte do Plano de Enfrentamento ao Aedes Aegypti, elaborado pela Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses. “Mais de 300 pessoas estão envolvidas. Trata-se de uma ação educativa e também resolutiva. O agente terá, principalmente, um papel educador, mostrando, a cada casa que entrar, os locais de risco para proliferação do mosquito. E caso encontre algum foco, faz a aplicação do larvicida”, enfatizou Nilton Guedes, Gerente da Vigilância Ambiental e Zoonoses.
A Secretaria de Saúde de Campina Grande, por sua vez, reforça as ações nos bairros com maiores incidência das doenças e disponibiliza um número de telefone para denúncias de possíveis focos do mosquito. Apesar de João Pessoa não estar em condição de risco de surto do Aedes aegypti, de acordo com o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (Liraa), divulgado pelo Ministério da Saúde em 25 de novembro de 2015, a prefeitura da capital segue o trabalho de combate. Além das ações já realizadas, o gerente Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses, Nilton Guedes, atenta para a necessidade de colaboração da população.
“O ideal seria que as pessoas fossem na casa de seus vizinhos, com educação, e os alertassem sobre a possibilidade de haver um foco do mosquito na casa dele, dessa forma, ele poderia tomar imediatamente as providencias necessárias para eliminá-lo”, explica. Guedes defende que com as pessoas colaborando entre si, as ações de combate ao vírus serão mais efetivas.
Nilton Guedes explicou que a SMS está preparando um histórico da infestação pelo mosquito em João Pessoa nos últimos 30 anos, bem como um relatório das ações que foram empreendidas e quais foram melhor sucedidas. Isso vai ajudar a tornar o enfrentamento mais eficaz.
A Prefeitura de Campina Grande, por sua vez, está realizando um mutirão de visitas em residências nos bairros que apresentam os maiores números de casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, que é o caso dos bairros das Malvinas e Liberdade. O bairro com maior foco do mosquito, José Pinheiro, está recebendo uma campanha de conscientização, para que os moradores passem a colaborar e combater os locais onde o mosquito pode se proliferar.
Além das campanhas e dos mutirões, a Secretaria de Saúde de Campina Grande continua o trabalho de com carros do fumacê, para matar o mosquito. A prefeitura ainda disponibiliza o Denguezap (99991-0553), para o usuário que queira denunciar possíveis coisas onde há larvas ou onde pode desenvolver larvas. Por meio de sua assessoria, a Secretaria de Campina Grande informou que entregou uma lista com cerca de mil imóveis abandonados para que o Ministério Público da Paraíba encontre o responsáveis e emita alertas para possíveis infestação. Campina Grande é um dos municípios da Paraíba com risco de surto de Aedes aegypti, segundo o Liraa.
Governo estadual
O governo estadual está analisando o déficit de agentes comunitários de endemias nos municípios da Paraíba para poder repassar recursos para as cidades, segundo informou o Governador Ricardo Coutinho na última quinta-feira (10). “O controle de vetores, dos focos de dengue, é responsabilidade dos municípios e por isso não será o próprio governo estadual quem vai contratar os agentes”, destacou o governador Ricardo Coutinho (PSB) na manhã da quinta-feira (10).
Com G1
Objetivo é reduzir casos de microcefalia nas duas maiores cidades da PB.OMS confirmou que zika Vírus e microcefalia têm relação.
