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Inflação oficial ganha força e fica em 0,74% em maio, mostra IBGE
Nos últimos 12 meses, o índice atingiu 8,47% – maior taxa para 12 meses desde dezembro de 2003, quando foi de 9,3%, e mais do que nos 12 meses imediatamente anteriores, quando foi de 8,17%. Em abril, a variação foi de 0,71% – a menor taxa entre os meses de 2015. Em maio de 2014, o IPCA havia registrado taxa de 0,46%.
O índice acumulou 5,34% neste ano, o maior resultado para o período de janeiro a maio desde 2003, quando ficou em 6,8%. Em igual período do ano anterior, a taxa era 3,33%.
“A taxa dos 12 meses relativa a este ano é uma taxa muito de alimentos também, mas basicamente de administrados. E se descer mais ainda, é uma inflação de energia elétrica. São os monitorados que puxaram muito este ano, sem esquecer dos alimentos e dos serviços. Mas o monitorados estão tomando mais espaço”, explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índice de Preços do IBGE.
“A importância da alimentação é que ela detém 25% do IPCA e um aumento de mais de 1%, qualquer movimento de preço da alimentação já dá para colocar a culpa nela. E a energia, que seja 1%, 2% ou 3% que ela suba, ela tem uma culpa grande no cartório [por conta também do peso que ela tem sobre a inflação oficial do país]”.
Segundo Eulina, o dólar também é um dos responsáveis pela alta. “O dólar afeta a vida da gente desde o pãozinho até a TV”, disse.
O IPCA é considerado a inflação oficial do país por ser o índice usado para as metas de inflação do governo.
A meta central para a inflação em 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. No entanto, se o índice continuar subindo, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.
Redação com G1