Política

Inflação de Janeiro é a mais alta desde 2003

dinheiroO IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os dados da inflação no Brasil para o meses de Janeiro e Fevereiro, baseado no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). E os números não são nada animadores. O índice que mede o aumento dos preços no Brasil ficou em 1,22% no mês de Fevereiro. Se considerarmos os 12 últimos meses, a inflação acumulada é de 7,7%, a maior desde maio de 2005.

Em Janeiro, o país teve a maior inflação desde fevereiro de 2003 (início do primeiro governo Lula), com o índice batendo a casa dos 1,24%, puxada pelo aumento na conta de luz e na passagem de ônibus e metrô. O acumulado dos dois primeiros mesesm do ano, a inflação já tem índice de 2,48%, aonde o a meta estabelecida pelo governo era de 1,4%.

O objetivo do governo é manter a inflação em 4,5% ao ano, chamado de Meta da Inflação, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, podendo variar entre 2,5% e 6,5%.

Um dos reflexos da inflação alta acaba sendo os juros. Uma das formas que a economia nacional têm para evitar uma subida galopante da inflação é o reajuste de juros da taxa SELIC, que é a taxa básica de juros, e esse reajuste têm sido feito de forma progressiva.

Na última quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, subiu, pela quarta vez, a taxa básica de juros (Selic) de 12,25% para 12,75% ao ano.

São os maiores juros em seis anos, desde janeiro de 2009 (quando estavam também em 12,75%). A Taxa Selic é o parâmetro usado pelo Banco Central para tentar controlar o consumo e a inflação, ou estimular a economia. Quando os juros sobem, as pessoas tendem a gastar menos e isso faz o preço das mercadorias cair, controlando a inflação, em tese. Por outro lado, juros altos seguram a economia e fazem o PIB (Produto Interno Bruto) ficar baixo.

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