Coronavírus no Brasil

Idosos são mais vulneráveis ao coronavírus. Veja como se proteger

A velocidade de contágio do novo coronavírus no Brasil vai aumentar no outono e, pelo que se sabe até agora a partir dos cenários observados em outros países, os idosos são mais suscetíveis a desenvolverem quadros mais graves da doença.

Isso acontece pelo envelhecimento natural do corpo, que passa a reagir de maneira mais lenta a agentes infecciosos. E também porque, com o tempo, os sistemas respiratório, circulatório e metabólico não funcionam com a mesma eficiência de antes.

“Eles têm uma fragilidade maior por conta da idade e é comum que outras comorbidades estejam presentes no histórico dos pacientes”, afirma o médico sanitarista Claudio Maierovitch, coordenador do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

O especialista esclarece que, na maioria das vezes, o novo coronavírus se manifesta com um quadro semelhante ao de uma gripe, mas, a partir dos 50 anos, o agente infeccioso pode causar uma síndrome respiratória grave. Para os que têm mais de 70, a vulnerabilidade é ainda maior.

Além dos idosos, pessoas com doenças que afetam o pulmão, que têm problemas cardíacos, problemas renais, deficiências imunológicas ou estão em tratamento de doenças crônicas estão no grupo de risco. Os fumantes também correm mais risco de apresentar sintomas mais graves.

Para estes públicos específicos e as pessoas de seu convívio, os cuidados precisam ser seguidos de maneira ainda mais estrita. “Um dos mais importantes é o cuidado com a higiene das mãos, elas são a parte do corpo que mais trazem vírus porque tocam outras pessoas, superfícies e mucosas”, alerta Maierovitch.

As principais medidas de prevenção para os idosos e demais grupos de risco são:

* Evitar condições que possam favorecer o risco de contágio: como, por exemplo, abraços e beijos;
* Evitar participar de grandes eventos, em que as pessoas fiquem aglomeradas;
* Evitar ficar a menos de um metro de outras pessoas em locais públicos;
* Lavar a mão com regularidade, gastando pelo menos um minuto, garantindo que a desinfecção aconteça na palma, dorso, dedos e entre dedos;
* Evitar viagens há locais onde há transmissão comunitária da doença;
* Não entrar em pânico, mas procurar adaptar a rotina para uma situação de maior segurança.

Maierovitch acrescenta que, dependendo da evolução da doença no país, as medidas de auto-cuidado podem se tornar mais restritivas.

Na sexta-feira (13/03), o Ministério da Saúde reforçou a importância de que o grupo tome a vacina contra a influenza.

 

 

com metropoles

Mais popular