Economia

Ibovespa bate recorde após arrancada de mais de 92% em apenas 9 meses

Saldo do Dia: Na base de injeções cavalares de dólares pelo Fed e juros reais negativos, índice superou, enfim, a então máxima histórica de 23 de janeiro de 2020. Casa dos 122.386 pontos foi obtida com disparada a partir de 23 de março, aos 63.570 pontos. Caos liderado por Trump na noite passada passou batido nesta quinta (7) de rali, diante da perspectiva de mais gastos e crescimento nos EUA trazida por onda democrata.

Seria absolutamente compreensível um forte nervosismo nos mercados nesta quinta-feira (7), dados os episódios da badalada “maior democracia do mundo” na última noite. Mas desde março do ano passado, num ritmo com pouca chance de mudar tão cedo, o Federal Reserve (banco central americano) faz injeções mensais cavalares de dólares nos mercados recomprando títulos. E com juros reais (descontada a inflação) negativos em boa parte dos países, é para dentro das bolsas que essa grana continua – e continuará, mantido esse cenário – caindo.

A política monetária americana tem sido capaz de manter preços de ações aquecidos no planeta, mesmo com a maior crise global em gerações ainda longe de acabar. E com o fluxo de dinheiro corrente ganhando bem mais peso na comparação com as expectativas sobre o futuro refletidas nas bolsas de valores, tivemos mais um pregão de rali.

Essa dinâmica, por sinal, explica boa parte não só do placar final do Ibovespa desta quinta. Mas também como foi possível, a partir do vale atingido em 23 de março do ano passado, o índice saltar 9x% até o novo recorde conquistado neste fechamento. Um retorno em pouco mais de 9 meses nada desprezível para quem investiu em ETFs (fundos que replicam carteiras teóricas) do índice brasileiro naquele dia. Ainda mais com uma pandemia de covid-19 no período.

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