Política

Hugo Motta perde disputa e Leonardo Picciani se mantém na liderança do PMDB

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O atual líder foi reconduzido ao cargo com 37 votos. Hugo Motta obteve 30 votos. Já dois parlamentares não votaram

O deputado Leonardo Picciani venceu o paraibano Hugo Motta e foi reeleito para a liderança do PMDB na Câmara dos Deputados. Por um placar de 37 votos a 30 e dois em branco, uma diferença de apenas sete votos, Picciani representa uma vitória da presidente Dilma Rousseff (PT) contra Eduardo Cunha (PMDB), que tinha apostado suas fichas em Hugo Motta, não só bancando sua candidatura, mas também fazendo apelos desesperados aos deputados para que o elegessem. Ele chegou a ligar, durante a madrugada para parlamentares, afirmando que votar em seu candidato era como votar nele próprio.

Durante todo o processo que levou à vitória de Picciani, os grupos tentavam trazer votos dos indecisos ate minutos antes da votação, temendo traições por conta do voto secreto. Votaram 69 deputados e dois faltaram: Jarbas Vasconcelos e Marinha Raupp. Segundo deputados do PMDB, que conversavam antes da reunião, o resultado da eleição pode influenciar o tamanho da bancada, que deverá segundo eles, perder alguns quadros, agora que a janela partidária foi aprovada.

Para sua vitória, além apoio do governo, Picciani teve a seu favor a ampliação da bancada na Câmara com o retorno de titulares que ocupavam cargos no Executivo e foram exonerados para participar das eleições. Entre eles, Marcelo Castro, que foi exonerado do cargo de ministro da Saúde somente para participar da votação. Castro foi indicado para a pasta por Picciani nas negociações com o Planalto na última reforma ministerial e foi exonerado pelo Governo Federal pois representaria mais um voto à favor de Picciani.

Os deputados Pedro Paulo (RJ) e Marco Antônio Cabral (RJ), que são secretários no governo do Rio de Janeiro também deixaram seus postos para participar da eleição, com a missão de apoiar a recondução de Picciani. A escolha da liderança da bancada do partido é uma das mais esperadas neste início de ano em função dos reflexos que o nome terá sobre as decisões na Câmara, entre elas a pauta de votações do governo e o processo deimpeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Como tem a maior bancada na Câmara, o PMDB tem força sobre a tramitação de projetos importantes para o governo. Além disso, também compete ao líder a indicação dos oito integrantes do partido na comissão especial que analisará o pedido de impedimento da presidenta. Por ser governista, Dilma Rousseff ganha novo fôlego nos processos contra ela.

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