Política

Hugo Motta aposta em vitória e diz que ministro da Saúde cometeu suicídio político

Ele admitiu que irá conversar com a bancada do PMDB, caso vença a eleição, sobre a representação da legenda na Esplanada dos Ministérios

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O deputado federal Hugo Motta, que disputa nesta quarta-feira (17) a liderança do PMDB na Câmara Federal com Leonardo Picciani (RJ), apostou que irá vencer a eleição com uma margem de até cinco votos de diferença. Ele afirmou que sua vitória reunificará o partido.

“É uma eleição  muito apertada pelo grau de envolvimento de atores externos no processo por parte do nosso adversário, mas acredito que vamos vencer a eleição com quatro ou cinco votos para que a gente tenha uma margem de segurança de vencer a eleição e liderar a bancada a partir da tarde ou noite de hoje. O que eu posso dizer é que vamos vencer a eleição e vamos buscar voto a voto. Só a nossa candidatura tem condição de reunificar o PMDB, essa mensagem os deputados estão assimilando “, avaliou.

O paraibano também lamentou a postura do ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), que pediu exoneração temporária do cargo para votar em Leonardo Picciani num momento em que o país enfrenta uma epidemia.

“O ministro em plena epidemia se afasta para participar de uma eleição na Câmara, é  uma prova, que antes de tudo, não há compromisso do ministro de enfrentar os problemas que a sociedade espere que ele enfrente. Ele sai para tentar resolver um problema muito menor do que ele tem a frente do Ministério. O meu adversário dizia que tinha 45 votos e eu teria no máximo 25, quem tem esses votos não pediria para um aliado cometer um suicídio político como o ministro da Saúde está fazendo.”, observou.

Ele admitiu que irá conversar com a bancada do PMDB, caso vença a eleição, sobre a representação da legenda na Esplanada dos Ministérios.

“Essa própria decisão dele de sair para votar dá à bancada do PMDB o direito de não compactuar com irresponsabilidade. Ganhando a eleição, claro que vamos discutir com a bancada, quem sou eu para dizer que vou nomear ou demitir, esse é um papel da presidente da República. O que vamos fazer é discutir o assunto”, falou.

Hugo Motta disse que não viu interferência do governo contra a sua candidatura a líder do PMDB.

“Eu não vi digitais diretas do governo na disputa. Eu não tenho nenhum dado ou manobra que possa me atestar isso. Ontem, estive com ministros do governo conversando sobre isso. Tivemos o cuidado de ir ao governo no início para dizer que nossa candidatura é para reunificar o PMDB e manter o diálogo com o governo para que possamos ajudar o nosso país”.

O peemedebista encarou com naturalidade o apoio do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, a sua postulação.

“Eu quero ser o candidato de Eduardo Cunha e de outros 69 que compõem a bancada, não há como ganhar a eleição sem voto. É natural que Eduardo Cunha tenha o seu candidato e participe da eleição porque ele é eleitor. O que não é razoável é atores externos estarem se envolvendo numa disputa que cabe exclusivamente à bancada do PMDB”, acrescentou.

Por fim, Hugo Motta destacou o apoio que tem recebido dos companheiros de bancada da Paraíba, Manoel Júnior e Veneziano Vital do Rêgo, pré-candidatos a prefeitos de João Pessoa e Campina Grande, respectivamente.

“Eles foram desde o início da caminhada sempre muito corretos, sempre se colocando à disposição como companheiros e o apoio deles muito me engrandece. Vamos estar na liderança para fortalecer o PMDB da Paraíba também”, concluiu.

 

Com Blog do Gordinho

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