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Haddad não telefona e não pretende conversar com Bolsonaro, dizem aliados

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Após a derrota no segundo turno da eleição presidencial, o candidato derrotado Fernando Haddad (PT) não telefonou e, de acordo com aliados, não pretende conversar com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

“Não tem conversa com quem não é civilizado”, disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos integrantes da coordenação da campanha petista. “Ele foi um candidato extremamente agressivo com o Haddad”, justificou o deputado estadual eleito Emídio de Souza, outro coordenador da campanha.

Além disso, segundo aliados de Haddad, não há intenção de questionar a eleição de Bolsonaro na Justiça Eleitoral. Eles cobram, contudo, a investigação de supostas irregularidades na campanha de Bolsonaro, como as denúncias de pagamento de empresas para disseminação de mensagens nas redes sociais.

Ciro foi egocêntrico

Apontando a falta de apoio de Ciro Gomes (PDT) como um dos motivos da derrota de Fernando Haddad (PT) na eleição presidencial, aliados do petista dizem que o pedetista foi “egocêntrico” e só pensou em uma eleição em 2022.

 “A postura dele foi insuficiente e ajudou a chegar no resultado que chegamos”, disse o deputado estadual eleito Emídio de Souza (PT-SP), um dos coordenadores da campanha do PT ao Planalto. “Ele fez isso porque quer liderar a oposição no Brasil e porque quer ser candidato a presidente em 2022. Acho que o Ciro colocou o interesse pessoal, particular e político, que é legítimo, na frente dos interesses do País.” 

Emídio de Souza disse ainda que hoje Haddad “é o brasileiro mais credenciado para liderar a oposição no Brasil”.

Para outro aliado, o ex-deputado Márcio Macedo, Ciro pensou apenas em si mesmo. “Acho que o Ciro perdeu a oportunidade de se consolidar como uma liderança política desse campo de esquerda democrático. Foi egocêntrico e pensou em 2022”, afirmou.

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