Economia Mundial
Guerra no Oriente Médio; Dólar e Petróleo disparam
Um dos impactos imediatos do ataque militar dos Estados Unidos e Israel ao Irã foi sentido nos preços do petróleo, com o contrato do tipo Brent atingindo cerca de US$ 80 por barril na abertura dos mercados de futuros no domingo à noite, antes de moderar para níveis próximos de US$ 78 nesta segunda-feira.
Essa alta representa um aumento superior a 7% em relação às cotações anteriores, em meio à percepção de risco gerada pelo conflito geopolítico.
Na B3, as ações de empresas ligadas ao setor de energia responderam ao impulso do mercado global. Por volta das 10h14, os papéis da PetroRio (PRIO3) avançavam cerca de 4,4%, enquanto as ações da Brava (BRAV3) subiam aproximadamente 3,8%.
As ações da Petrobras também mostravam ganhos (PETR3 e PETR4), assim como PetroRecôncavo (RECV3), com valorizações entre cerca de 2,7% e 4,5%. Esses movimentos refletem o aumento do preço da commodity energética no cenário internacional.
Apesar da intensidade das ofensivas, não há, até o momento, confirmações de danos significativos à infraestrutura física de produção ou exportação de petróleo no Irã.
Isso sugere que o choque nos preços está sendo impulsionado mais pela percepção de risco e insegurança logística do que por uma redução efetiva da oferta.
Nesse contexto, a região estratégica do Estreito de Ormuz — por onde transita cerca de 20% de todo o petróleo mundial — tem registrado tráfego reduzido, já que algumas seguradoras reavaliam ou suspendem a cobertura contra riscos de guerra para embarcações que operam na área.
A possibilidade de interrupções prolongadas no transporte pela região alimenta as preocupações sobre a continuidade do fornecimento global de energia.
O dólar à vista também operou em forte alta frente ao real nesta segunda-feira, com investidores buscando refúgio em ativos considerados seguros em momentos de incerteza global.
Por volta das 10h19, a moeda americana era negociada em alta de cerca de 1,44%, cotada a aproximadamente R$ 5,208 na venda. O dólar futuro para março, negociado na B3, também subia cerca de 0,59% em meio ao clima de aversão ao risco no mercado financeiro.
Esses movimentos refletem o impacto das tensões no Oriente Médio sobre fluxos de capital e percepções de risco entre investidores brasileiros.
Foto: IA; Fonte: InfoMoney