Fontes ligadas à administração de Donald Trump afirmaram, em caráter reservado, que os Estados Unidos acompanharão “de perto” o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal.
Segundo relataram à colunista Mariana Sanches, do UOL, existe uma lista de possíveis respostas que pode incluir “sanções e tarifas” ao Brasil, a serem acionadas conforme o andamento das votações na 1ª Turma da Corte.
De acordo com a jornalit, os interlocutores não detalharam quais medidas estão sobre a mesa, mas indicaram que a decisão final caberá exclusivamente a Trump. Em Washington, setores do governo discutem opções como novas rodadas de cassação de vistos para autoridades brasileiras, sanções financeiras a integrantes do STF e a ampliação da lista de produtos brasileiros submetidos à tarifa de 50% anunciada em 6 de agosto.
Nem a Casa Branca nem o Departamento de Estado confirmaram oficialmente a informação. Quando anunciou o tarifaço, Trump afirmou em carta que uma das razões para a medida era o processo contra Bolsonaro, que classificou como “caça às bruxas”, exigindo ainda sua interrupção “imediatamente”.
O presidente americano também já havia usado coletivas de imprensa com jornalistas brasileiros, na própria Casa Branca, para criticar o andamento do caso e reforçar sua visão de que Bolsonaro seria “um homem honesto”.
Paralelamente, aliados do ex-presidente brasileiro se articulam nos EUA. O comentarista político Paulo Figueiredo e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) viajarão a Washington na próxima quarta-feira (3), segundo dia de julgamento. A agenda deve se estender até 12 de setembro.
Segundo Eduardo, a visita terá como objetivo repassar informações à administração Trump sobre o andamento do processo no STF.
Nem Eduardo nem Figueiredo revelaram quem os receberá ou qual será o teor das conversas, mas confirmaram que a viagem foi organizada por pessoas próximas à gestão republicana.
Foto: Palácio do Planalto; Fonte: UOL