O ato SOS Transposição, agendado para o próximo domingo (1º), em Monteiro, que foi convocado pelo ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB) não contará com a presença do governador João Azevêdo (PSB).
Em entrevista nesta terça-feira (27), o socialista destacou a importância da obra, mas também de seu funcionamento, e ressaltou a mobilização como sendo válida para que a água chegue o quanto antes à casa dos paraibanos.
Apesar do entendimento, João disse que tem uma agenda já programada para participar de reuniões com ministros, em Brasília, na busca de recursos para o Estado.
“Minha agenda está complicada. Estou indo a Brasília, devo me encontrar com pelo menos seis ministros, vou tratar do estaleiro. Essa manifestação de domingo é importante considerando o que representa a obra da transposição. Defendemos essa obra para que ela funcione e traga os benefícios esperados. Esse é um ato político e, enquanto governo, temos acompanhado, mas o que mais importa é que a água chegue, a minha luta é mais fazer que o eixo norte seja concluído”, ressaltou.
As declarações aconteceram nesta manhã durante lançamento do pacote de quatro decretos e três projetos de lei para o fortalecimento da Segurança Pública e da Defesa Social.
O ato contará com a presença de lideranças de todo o país, algumas delas já confirmadas, a exemplo de Gleisi Hofmann, Fernando Hadda, Chico César, Totonho e Dejinha de Monteiro que estarão se juntando a militantes de esquerda que deverão ir às ruas de Monteiro para protestar contra a paralisação do bombeamento das águas no canal do São Francisco.
Presidente da Assembléia da Paraíba
O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, do PSB, admitiu a possibilidade de não estar presente no evento convocado pelo ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), o SOS Transposição, agendado para o próximo domingo (1º), no município de Monteiro. O parlamentar adiantou que solicitou informações ao Ministério da Integração sobre a paralisação no bombeamento.
Segundo ele, caso, até sexta-feira (30), obtenha uma justificativa dando conta que o atraso acontece por conta de problemas técnicos, ele não participará do ato. Todavia, se sentir que o problema na transposição na região ocorre meramente por conta de retaliação política, ele se fará presente.
“Se houver motivos técnicos que realmente deem as condições para que a água não chegue, eu não vejo sentido nenhum nesse movimento. Então eu estou aprofundando essa discussão. Já solicitei ao Ministério da Integração informações sobre o que realmente está acontecendo, o porquê de a água não chegar, e diante dessa resposta, que espero receber até sexta-feira, eu irei me posicionar se irei ou não. Se existir motivos técnicos, e se o Ministério estiver tomando as providências cabíveis e estipular um período para o retorno da água, eu me dou por satisfeito e não estarei presente. Mas se eu sentir que existe uma má vontade do governo federal, como dizem que existe, eu irie sim para o protesto”, avisou.
com pb agora