– O acidente do carro não me abalou em nenhum momento, graças a Deus não aconteceu nada comigo. Bem material não importa, o que importa é a vida. O problema com a Confederação já foi resolvido, já estamos com o contrato para assinar. A nossa preocupação, minha e da Confederação, agora é a medalha olímpica. Isso que é o importante. Está tudo resolvido – disse.
Dentro da água, Isaquias entrou para a história do esporte brasileiro. Nos Jogos Pan-Ameircanos, conquistou dois ouros (C1 200m e C1 1000m) e uma prata (C2 1000m.). No Campeonato Mundial, levou o inédito título do C2, ao lado de Erlon Souza, e ainda foi bronze no C1 200m, prova que nem era sua especialidade. Mesmo com os contratempos da temporada fora da água, Isaquias gostou do seu 2015:
– Eu acho que foi um ano 1000%, maravilhoso, por todas as conquistas minhas e da canoagem. Se não fosse pelo Jesus (técnico espanhol que comanda a seleção brasileira), não aconteceria nada disso – disse.
O Prêmio Brasil Olímpico é uma espécie de Oscar do esporte brasileiro. Isaquias comparou a estatueta que recebeu à medalha de ouro conquistada no Campeonato Mundial, no mês de agosto:
– Na hora de anunciar, o coração estava bombando, nem em competição eu senti essa emoção. Foi uma emoção muito grande, é como se fosse uma medalha em Mundial. É reconhecimento – disse a estrela do esporte nacional.
Isaquias não mostrou muito cuidado com o troféu. Ficava brincando com ele, passando da mão direita para a esquerda enquanto dava a entrevista. Os prêmios, tanto o troféu como os R$ 30 mil ganhos, vão para a Bahia:
– Minha mãe que guarda os troféus e medalhas. Eu não tenho muito cuidado né? Ela que cuida disso. O prêmio em dinheiro vou colocar na minha conta ou terminar a casa, lá na Bahia – disse o atleta, natural de Ubaitaba, na Bahia.