O histórico de boas relações entre o grupo Beto Richa e Gilmar Mendes vem de pelo menos setembro do ano passado. Presos no âmbito das operações Rádio Patrulha e Piloto, o grupo, do qual faziam parte também Fernanda Richa, Pepe Richa, agentes públicos e empresários, ele foram beneficiados por um salvo-conduto expedido por Gilmar quatro dias após a decretação da prisão temporária e ao mesmo tempo em que eram expedidas ordens de prisão preventiva.

A possibilidade de que o caso voltasse a ser submetidos decisões do mesmo ministro Gilmar Mendes, a procuradora geral da República, Raquel Dodge, havia dirigido ao presidente do STF, Dias Toffoli, uma espécie de “vacina”. Na sexta-feira (25) – mesmo dia das novas prisões de Beto e do contador Dirceu Pupo -, Dodge argumentou que o caso caberia ao ministro Luiz Roberto Barroso, sorteado relator.

Fux não esperou Toffoli voltar do recesso e, não acatando o parecer de Raquel Dodge, manteve o caso com Gilmar Mendes.