Política
Frei Anastácio critica proibição de manifestação dos sem terra e diz que ação visa criminalizar os movimentos sociais
O parlamentar afirmou que estes são os primeiros gestos visando criminalizar os movimentos sociais patrocinados pelo governo do presidente interino, Michel Temer (PMDB)
O deputado estadual Frei Anastácio (PT) criticou a decisão da Justiça Federal na Paraíba que proibiu o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de ocupar e prejudicar o trânsito nas rodovias BR-101 e BR 230, entre Cabedelo e Mogeiro. A multa será de R$ 10 por cada hora de descumprimento da decisão. O parlamentar afirmou que estes são os primeiros gestos visando criminalizar os movimentos sociais patrocinados pelo governo do presidente interino, Michel Temer (PMDB).
“O que está acontecendo é que já começam as primeiras ações de criminalização dos movimentos sociais, fruto deste governo golpista instalado há uma semana no país. Mas para mim isso não é dificuldade, eu vivi disso. Como estudante em Recife, em 70, eu vivenciei e chegando à Paraíba não foi diferente, foi nossa praia sempre. Então não terei medo da justiça pela justiça, eu quero democracia, quero bem estar para a população”, afirmou.
A Justiça Federal acolheu um pedido da União Federal que propôs Ação de Interdito Proibitório fundamentada nas informações da Polícia Rodoviária Federal. Na decisão emitida pela 2ª Vara da Fazenda, a PRF e demais autoridades policiais estão autorizadas a adotar medidas necessárias ao resguardo da ordem nos trechos das rodovias e no entorno. A liminar permite apenas o deslocamento pacífico do grupo pelas margens da rodovia, desde que os atos não impeçam, dificultem ou coloquem em risco o trânsito de pessoas e de veículos.
Segundo Frei Anastácio, que tem entre suas bandeiras e luta a defesa dos sem terra e a luta pela reforma agrária garantiu que o movimento deverá dar continuidade às ocupações e recorrer judicialmente da decisão. “Estamos nos reunindo e decidindo (sobre novas ocupações). O movimento sabe o que quer e não precisa eu ficar dizendo agora o que vai fazer. Mas uma coisa é certa, vamos contestar na justiça uma liminar que merece que entremos com recurso”, declarou.
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