A força-tarefa foi criada em 2014, pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Na época, seis procuradores passaram a investigar um esquema bilionário de desvio e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras.
Atualmente, a estrutura conta com 14 procuradores, que serão mantidos no braço da procuradoria na capital paranaense, pelo menos até setembro de 2019.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, até julho deste ano, foram abertos 1,7 mil procedimentos de investigação e realizadas 844 buscas e apreensões, 210 conduções coercitivas e 104 prisões temporárias. Até o momento, 157 investigados foram condenados.
As penas somam 1.563 anos de prisão. Por meio de acordos de delação premiada, foram recuperados mais de R$ 10 bilhões desviados dos cofres públicos.
No início deste mês, o Conselho Superior do Ministério Público Federal decidiu ampliar a proposta inicial de orçamento do ano que vem para a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, de R$ 522,6 mil para R$ 1,65 milhão. Os recursos são destinados sobretudo ao custeio de gastos com diárias e passagens de procuradores e servidores.
Para chegar a esse valor, foram retirados recursos de outras áreas do Ministério Público Federal (MPF), sendo reduzido o orçamento para concursos e o reajuste dos valores de diárias.