Fábrica Clandestina

Fábrica clandestina de linguiça usava corantes e temperos para mascarar mau cheiro, na Paraíba

Na manhã dessa sexta-feira (30), durante uma fiscalização no local, foi constatado que os responsáveis utilizavam corantes, temperos e outros aditivos para disfarçar o mau cheiro da carne estragada usada na produção. 

As informações foram confirmadas pela fiscal agropecuária Lúcia Pimentel, que acompanhou a operação na fábrica, que relatou estar impressionada com as condições encontradas e alertou que o consumo desse tipo de carne pode causar sérios problemas de saúde.

Segundo a Polícia Civil, os produtos fabricados no local, que eram vendidos com rótulos falsificados como linguiças artesanais de frango e bode, eram produzidos com carnes estragadas.

O proprietário do local, Marcos Aurélio Ferreira de Lima, foi identificado pela polícia. A defesa de Marcos esteve na delegacia e informou que ele se apresentará na segunda-feira (2), mas não irá comentar o caso neste momento, aguardando acesso a todas as provas, incluindo as periciais.

O delegado João Paulo Amazonas informou que a 5ª Delegacia Distrital de Bayeux, junto com a concessionária de energia, foi ao local após a denúncia e confirmou um grande furto de energia que estava conectado ao frigorífico clandestino.

Além disso, conforme relatos do delegado e dos moradores, o frigorífico também funcionava como um abatedouro ilegal, exalando um odor forte. Foram encontradas carcaças de animais no fundo do estabelecimento, em uma área próxima ao rio.

A Polícia Civil afirmou que produtos químicos estavam sendo utilizados para disfarçar os cheiros desagradáveis dos alimentos.

Fonte: Notícia Paraíba

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