A Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 ouve nesta quarta-feira, 12, o ex-chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) Fabio Wajngarten. Ele terá de explicar falas concedidas em entrevista.
“Incompetência e ineficiência. Quando você tem um laboratório americano com cinco escritórios de advocacia apoiando uma negociação que envolve cifras milionárias e do outro lado um time pequeno, tímido, sem experiência, é isso que acontece”, declarou Wajngarten, em reportagem publicada na revista Veja, ao se referir à farmacêutica Pfizer.
Esquerdistas querem saber se ouve omissão do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello no enfrentamento da epidemia de coronavírus, como a compra de vacinas contra a covid-19.
Congressistas estudam quebrar o sigilo bancário de Wajngarten e de assessores do Palácio do Planalto. Segundo eles, há um “gabinete do ódio” instalado na sede do Poder Executivo. O grupo supostamente dispara conteúdos falsos, com a finalidade de descontruir adversários do governo. Caso consigam a devassa das contas do ex-secretário, os parlamentares vão apurar se houve financiamento para a propagação de fake news sobre a covid-19. Esquerdistas garantem que pessoas ligadas ao presidente Jair Bolsonaro espalharam informações sobre o tratamento precoce. Conforme esses parlamentares, trata-se de uma terapêutica sem comprovação científica, apesar de relatos de pacientes que se curaram.
RO – Cristyan Costa