O vereador de João Pessoa Fábio Lopes (PL) comentou, nesta sexta-feira (20), em entrevista ao Portal Fonte83, a ação movida pela Executiva do PSOL na Paraíba no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra ele e o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). A legenda acusa a prática de propaganda eleitoral antecipada. O processo será analisado pela ministra Estela Aranha.
“Temos tranquilidade”, diz vereador – Fábio Lopes afirmou que ainda não foi oficialmente notificado, mas disse não ver irregularidade nas atividades citadas na representação. Segundo ele, as manifestações ocorreram de forma espontânea.
“Não recebemos ainda nada oficial, mas temos tranquilidade, porque sabemos que isso aí é algo feito pelo povo. Nossas atividades político-partidárias são feitas com o rigor da lei. Acreditamos que isso é mais uma perseguição política por parte da esquerda em relação ao nosso trabalho. Assim que recebermos formalmente, o jurídico vai analisar e vamos seguir em frente.”
O parlamentar também declarou que as ações não configuram propaganda eleitoral. “A gente entende que não se enquadra em nenhuma propaganda antecipada porque é feito pelo povo, é um movimento orgânico. Não tem pedido expresso de voto, não tem vinculação a partido nem a numeração. Temos certeza de que a Justiça Eleitoral vai verificar tudo e tomar a melhor decisão.”
Críticas ao PSOL e comparação com adversários – Durante a entrevista, o vereador atribuiu a ação à atuação política de adversários e afirmou que iniciativas semelhantes ocorrem em outros grupos políticos.
“É trabalho da esquerda e do PSOL fazer esse tipo de ação para também se promoverem. Nós temos tranquilidade de que não ocorreu atividade eleitoral antecipada.”
Ao ser questionado sobre homenagem ao presidente Lula durante o Carnaval, ele avaliou de forma diferente. “Ali sim foi campanha antecipada, feita diretamente por uma entidade que recebeu recurso oficial do governo federal. Diferente desses adesivos que acontecem pelo Brasil todo e não vinculam numeração.”
O que diz a ação – A representação é assinada pelo advogado e pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSOL, Olímpio Rocha. O documento descreve a realização de “adesivaços” e atos públicos organizados por Fábio Lopes em João Pessoa e Campina Grande.
Segundo a petição, materiais gráficos e audiovisuais continham expressões como “Flávio 2026”, “Flávio Presidente” e “É preciso eleger Flávio Bolsonaro”. Para o partido, o conteúdo configura pedido explícito de voto, o que violaria a legislação eleitoral, que só permite propaganda a partir de 15 de agosto do ano da eleição.
A ação também cita vídeos, panfletos digitais e mobilizações de rua que, de acordo com o PSOL, beneficiariam diretamente o senador ao projetar sua futura candidatura presidencial para 2026.
Fonte: Fonte83