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Exame de bebê achado morto em lixo deve sair em uma semana, diz IPC

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Os laudos dos exames feitos no bebê encontrado morto dentro de um tambor de lixo na segunda-feira (21) em João Pessoa, devem ser entregues à Polícia Civil na segunda-feira (28). O diretor-geral do Instituto de Polícia Científica (IPC), Humberto Pontes, destacou que a espera se deve ao tempo necessário para realizar os exames laboratoriais solicitados pela polícia, que devem ser feitos no decorrer desta semana.

O bebê, do sexo feminino, foi encontrado na Rua José Marquês de Souza, no bairro do José Américo, por um agente de limpeza urbana que buscava material reciclável. Segundo a polícia, ele ainda estava com placenta e cordão umbilical quando foi encontrado. O agente pediu ajuda aos clientes de uma padaria, que acionaram o Samu e a Polícia Militar. A equipe do Samu chegou a fazer os procedimentos de emergência, mas a criança já estava morta.

Humberto Pontes destacou que o exame de necrópsia foi feito ainda na segunda-feira. “Acredito que no prazo de uma semana a gente deve entregar todos os exames às autoridades policiais. O resultado da necrópsia já foi conhecido, mas os resultados só devem ser divulgados pela polícia”, comentou. O bebê achado morto dentro de um tambor de lixo ainda estava com cordão umbilical e placenta, segundo informações da Polícia Civil.

Criança já estava morta quando recebeu
atendimento do Samu (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Lembre o caso
De acordo com o delegado de Crimes Contra a Pessoa da capital paraibana, Reinaldo Nóbrega, a primeira perícia feita no local indica que a criança encontrada morta não apresentava marcas de violência.

“Estamos aguardando o resultado pericial para determinar quando ocorreu a morte do bebê. Se foi antes do parto, durante o parto ou após o parto. O indício é de que ele tenha morrido pouco antes de ter sido encontrado no lixo”, comentou o delegado. O bebê foi achado perto de uma padaria e, segundo o delegado responsável pelo caso, um funcionário do estabelecimento relatou ter visto duas jovens na esquina da rua onde a criança foi deixada.

Reinaldo Nóbrega ressaltou que o testemunho do funcionário da padaria é um indício forte da linha de investigação. “Essa testemunha avistou duas jovens por cima do muro da padaria. Ele contou que uma delas chorava. Estamos em busca de imagens de câmera de segurança dos estabelecimentos próximos. A padaria não possui câmeras. Por isso contamos com o ajuda da população por meio do disque-denúncia 197. O anonimato é garantido”, completou o delegado.

O resultado da necrópsia feita no bebê deve apontar também o crime em que o suspeito vai ser enquadrado. O delegado de Crimes Contra a Pessoa detalhou que são três possibilidades: aborto, com pena máxima de três anos; infanticídio, com pena máxima de seis anos; ou homicídio, com pena máxima de 30 anos.

Nóbrega explica que os exames externos apontam para uma situação onde não houve violência. “Precisamos saber se a criança foi colocada morta no tambor, ou se morreu asfixiada pelo plástico em que foi enrolada”, disse.

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