A Saúde de Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro vive seu estado mais grave e seguirá na UTI

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta o quadro de pneumonia mais intenso entre suas internações recentes, segundo avaliação do médico Brasil Caiado, que acompanha o caso no hospital DF Star.

De acordo com o médico, Bolsonaro começou a apresentar sintomas por volta das 2h da madrugada, com febre alta, forte dor de cabeça, calafrios e intenso mal-estar.

O primeiro atendimento foi feito por uma equipe do Samu que estava de plantão na Papudinha. Na avaliação inicial, a médica responsável suspeitou de uma infecção.

Exames realizados no hospital confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bilateral, com maior comprometimento do pulmão esquerdo. A suspeita surgiu após o exame clínico indicar queda na saturação de oxigênio.

Conforme explicou Caiado, a infecção foi causada por broncoaspiração — situação em que conteúdo do estômago acaba sendo aspirado para os pulmões.

Segundo o médico, o problema ocorreu de maneira repentina. Ele explicou que episódios de refluxo podem levar o conteúdo gástrico até o sistema respiratório.

“O líquido do estômago é contaminado por bactéria. Quando ele entra no pulmão, a infecção se instala naquele momento”, afirmou.

Caiado destacou ainda que a pneumonia atual é mais severa do que outras enfrentadas anteriormente pelo ex-presidente. “A pneumonia é a maior, mais acentuada em relação às outras que Bolsonaro já teve”, declarou a jornalistas na entrada do hospital.

O estado de saúde é considerado delicado principalmente devido à idade do ex-presidente. Conforme o médico, casos de pneumonia em pacientes acima dos 70 anos podem evoluir para septicemia, quando a infecção se espalha pela corrente sanguínea. Bolsonaro tem 70 anos e completará 71 no próximo dia 21 de março.

O tratamento já foi iniciado com antibióticos administrados diretamente na veia. Segundo Caiado, dois medicamentos intravenosos foram prescritos, e por isso Bolsonaro deve permanecer internado pelos próximos dias.

A equipe médica informou que a alta dependerá da evolução clínica e da resposta aos remédios, o que exige acompanhamento constante. Por enquanto, a possibilidade de cirurgia foi descartada.

Fonte: UOL

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