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Estados Unidos voltam a atacar o Irã após Trump anunciar o fim do cessar-fogo
Os Estados Unidos voltaram a atacar o Irã nesta quarta-feira (8) após o presidente Donald Trump afirmar que o acordo de cessar-fogo havia “acabado”. De acordo com o Exército americano, os ataques visam “abalar ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz”.
“Os Estados Unidos responsabilizam o Irã pela recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis que navegavam livremente em uma via navegável internacional vital”, escreveu o Comando Central dos EUA em uma publicação no X.
Segundo a agência de notícias Mizan, relatos de explosões foram ouvidos nas cidades de Sirik e Bandar Abbas.
O Ministério da Defesa do Irã informou que as defesas aéreas estão atuando no combate a “alvos hostis” perto de Bandar Abbas, que fica no sul do país. Em comunicado, o Ministério Público do Irã afirma ter ouvido explosões em Konarak, Chabahar e Bushehr. A agência estatal iraniana IRNA diz que o fornecimento de energia foi interrompido em algumas regiões de Chabahar.
Um repórter da TV estatal iraniana disse que oito explosões foram ouvidas em Bandar Abbas, dois projéteis atingiram o porto de Sirik e dois explodiram no porto de Jask.
A agência de notícias iraniana Nournews afirma que as Forças Armadas do Irã lançarão em breve um ataque “massivo” contra bases do Exército dos EUA na região. De acordo com a agência, o ataque a Bushehr não causou nenhum dano à usina nuclear.
A emissora pública israelense Kan informou que os Estados Unidos avisaram o governo de Israel antes de começar os ataques.
Trump defende estratégia na guerra – Mais cedo, em coletiva de imprensa realizada na Turquia, Donald Trump defendeu sua gestão da guerra contra o Irã e reiterou seus comentários anteriores de que é alvo de Teerã.
“Eles tinham líderes, eles foram… Agora têm outro grupo de líderes. Eles também podem ir embora”, disse Trump aos repórteres em Ancara.
“E quer saber? Eu também não posso estar mais aqui, porque sou o alvo número um deles.”
Fonte: R7 – Foto: Stoyan Nenov/Reuters