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Estacine homenageia as mães e exibe ‘Zuzu Angel’ no domingo

zuzu angelNo mês de maio o projeto Estacine vai homenagear as mães, com filmes que falam das lutas, dores, ansiedades e os amores dessas mulheres. Neste domingo (10), 16h, no miniauditório da Estação das Artes Luciano Agra, em especial, será exibido o filme sobre a estilista brasileira Zuleika Angel Jones, que morreu drasticamente em um acidente de carro no Rio de Janeiro e lutou bravamente contra a ditadura militar brasileira.

O drama biográfico “Zuzu Angel”, se passa na década de 1960, no mesmo período em o militarismo se instala no país. Alheia a todos os aspectos políticos e econômicos do país, Zuzu Angel (Patrícia Pillar), é uma estilista de moda que tem seu trabalho destacado no Brasil e no exterior. Paralelo a toda a história da estilista, seu filho, Stuart (Daniel de Oliveira), ingressa na luta armada, que combatia as arbitrariedades dos militares. Assista ao trailer abaixo.

As diferenças ideológicas entre mãe e filho eram profundas. Até o dia em que a noite Zuzu Angel recebe uma ligação dizendo que Stuart tinha sido preso pelos militares. As Forças Armadas negam. Pouco tempo depois ela recebe uma carta dizendo que Stuart foi torturado até a morte na Aeronáutica. Então ela inicia uma batalha aparentemente simples: localizar o corpo do filho e enterrá-lo. Mas, Zuzu vai se tornando uma figura cada vez mais incômoda para a ditadura.

Até que um dia é vitima de um acidente de automóvel, na Estrada da Gávea, à saída do Túnel Dois Irmãos (Estrada Lagoa-Barra), Rio de Janeiro, hoje batizado com seu nome. O carro dirigido por ela, um Karmann Ghia TC, derrapou na saída do túnel e saiu da pista, chocou-se contra a mureta de proteção, capotando e caindo na estrada abaixo, matando-a instantaneamente. Zuzu está sepultada no Cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro.

Uma semana antes do acidente, Zuzu deixara na casa de Chico Buarque de Hollanda um documento que deveria ser publicado caso algo lhe acontecesse, em que escreveu: “Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho”.

A produção do filme é de Joaquim Vaz de Carvalho, a produção executiva de Heloísa Rezende, a trilha sonora de Cristóvão Bastos, a direção de fotografia de Pedro Farkas, a direção de produção de Laís Chamma e Mílton Pimenta, a direção de arte de Marcos Flaksman, o figurino de Kika Lopes e a edição de Marcelo Moraes.

Redação com Portalcorreio

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