Toim reaparece

Dono da Braiscompany fala pela primeira vez após condenação e nega acusações

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Antônio Neto, dono da Braiscompany, se manifestou pela primeira vez após ser condenado por desvios de mais de R$ 1 bilhão, negando as acusações de que teria aplicado golpes em clientes da empresa.

Em uma ‘live’ feita em sua rede social, toim afirmou que a empresa não oferecia rendimento fixo mensal e sim, variável.

As investigações apontaram que a empresa oferecia rendimento fixo mensal. Quem era nosso cliente sabe muito bem que a empresa, contratualmente, não oferecia nem 1% de fixo mensal. Falaram que a gente prometia 8%, 14%, 15%… Nosso contrato é público, a empresa não prometia nem 1% fixo, era variável

Antônio também afirmou que foi alvo de difamação da mídia e que decidiu sair do país para “proteger a família” após sofrer ameaças.

“Saí do país com uma mala de roupa e uma van. Detalhe importante: quando saí, não existia ordem de prisão preventiva. Então falam que sou ‘foragido’, ‘por que você fugiu?’, eu fugi porque estava sendo ameaçado diante de uma difamação, de acusações que estavam sendo pulverizadas pela mídia, e as pessoas simplesmente se desesperaram”, relatou Toim.

Dinheiro está com a Justiça – Antônio também explicou que todo o valor em caixa da empresa está com a Justiça e que não pode devolver os rendimentos obtidos pelos clientes até o fim da tramitação de todo o processo.

“Nós estamos colaborando 100% com a Justiça. A preocupação de todos é o ressarcimento, e por que eu fiquei calado até então? Porque confiei que a empresa seria periciada, que os recursos que estavam totalmente bloqueados pela Justiça, o momento de prestação de contas chegaria e seria pago (o ressarcimento) devidamente a cada pessoa”, disse.

Relembre o caso – Antônio Inácio da Silva Neto foi acusado de aplicar golpes que ultrapassam R$ 1 bilhão em clientes da Braiscompany, supostamente prometendo retornos acima do mercado para investimentos em criptomoedas. O esquema, de acordo com a investigação da Polícia Federal, seria uma pirâmide financeira.

A investigação começou em fevereiro de 2023, com a deflagração da Operação Halving, cumprindo mandados de busca e apreensão em João Pessoa, Campina Grande e São Paulo.

Toim foi condenado a 88 anos e 7 meses de prisão, enquanto Fabrícia Farias, sua esposa e sócia na empresa, foi condenada a 61 anos e 11 meses por participação no esquema fraudulento.

O casal ficou foragido por cerca de um ano após o início das investigações até serem presos pela Interpol na cidade de Escobar, na Argentina. Desde então, estão em prisão domiciliar no país vizinho e aguardam o processo de extradição para o Brasil, que ainda está em andamento.

No início deste ano, a Justiça decretou a falência da Braiscompany e outras três empresas do grupo.

Fonte: PortalCorreio – Foto: Instagram

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