Alguns jogadores, inclusive, chegaram a cogitar não treinar em manifestação de solidariedade aos companheiros
Em uma semana decisiva para o futuro de um time numa temporada, tudo que não pode acontecer é o gerente de futebol se indispor com os jogadores. E foi justamente isso que aconteceu no treino do Campinense, ontem, no Amigão.
Pelo que apurou a reportagem, os meias Gil Bala e Chapinha, que estão com os contratos se encerrando nesta quinta-feira, 30 de junho, foram informados pelo gerente de futebol Luciano Mancha sobre suas “não renovações” minutos antes do técnico Paulo Moroni iniciar os trabalhos. A dupla deixou o estádio Amigão totalmente irritada e constrangida.
A situação desagradou profundamente o elenco, sobretudo os dois atletas desligados. Alguns jogadores, inclusive, chegaram a cogitar não treinar em manifestação de solidariedade aos companheiros.
Convencidos do contrário, o grupo iniciou os trabalhos de preparação para encarar o Fluminense de Feira de Santana-BA, domingo (03), às 16h, no Amigão.
O presidente William Simões reprovou a atitude de Mancha, considerando que ele poderia ter conduzido a situação de maneira diferente.
Em contato com a reportagem, o gerente de futebol negou que a situação tenha acontecido da maneira relatada ao portal por três fontes diferentes.
– Não teve mal-estar e isso não aconteceu. Foi tudo normal – limitou-se a dizer.
Provocado a detalhar sua versão da história, Mancha disse que “depois eu explico”.
Lanterna do Grupo A-9 da Série D, com apenas um ponto em três jogos, o Campinense precisa vencer as três partidas restantes para não ser eliminado precocemente da competição.
Voz da Torcida
