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Eliminação afunda plano da Seleção para minimizar importância de Neymar

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Comissão técnica queria boa campanha para provar aos jogadores que eles podem triunfar sem o atacante, e, ao mesmo tempo, enquadrar o comportamento do craque

 

A eliminação na primeira fase da Copa América Centenário, além de pressionar ainda mais o trabalho, representa um fracasso para a comissão técnica, que pretendia usar uma boa campanha no torneio como instrumento para “baixar a bola” de Neymar.

O pensamento era simples: o título ou pelo menos apresentações convincentes elevariam o moral dos jogadores, que se tornariam mais confiantes e não se sentiriam dependentes de Neymar. Dessa forma, o atacante seria obrigado a se encaixar no esquema, tanto tático quanto disciplinar. Não aconteceu.

Ausente do torneio por conta de um acordo entre a CBF e o Barcelona para que ele dispute a Olimpíada, Neymar curtiu férias. Chegou a se encontrar com o grupo em Los Angeles, onde esteve para gravar uma participação num filme do ator Vin Diesel, bateu bola e foi ao jogo com o cantor Justin Bieber e outras celebridades, depois participou de torneios de pôquer e “pool parties” (festas na piscina). Enquanto isso, o ataque do Brasil, sem ele, só conseguiu fazer (sete) gols no fragílimo Haiti.

A comissão técnica não anda satisfeita com o comportamento do capitão, especialmente desde a Copa América do ano passado, no Chile, quando ele foi expulso após o jogo contra a Colômbia, e, suspenso por quatro jogos, não disputou mais a competição.

Neymar voltou ao time na terceira partida das eliminatórias, disputou três seguidas e não fez gols, mas levou cartões amarelos que o suspenderam para o jogo diante do Paraguai. Seu último gol foi em setembro do ano passado, no amistoso contra os Estados Unidos.

Que ele e Dunga não falam a mesma língua, embora mantenham uma relação de respeito, é claro. Entre os fatores que levaram a isso está a questão tática. O técnico definiu que Neymar seria seu “falso 9” no 4-1-4-1 para poder utilizar Douglas Costa no lado esquerdo, por onde costumava atuar o jogador do Barça.

Neymar gostaria de manter seu posicionamento. O fiasco na Copa América com desempenho ruim do ataque, apesar da goleada sobre o Haiti, fortalece a versão de que, sem o principal jogador do país, a Seleção não consegue desenvolver um futebol convincente.

Na verdade, com Neymar, também não tem conseguido. Mas a comprovação de que o time é capaz de render sem o astro, que Dunga e companhia tanto desejavam, não veio.

No dia 29 de junho, o técnico vai anunciar a convocação de 18 jogadores para o torneio de futebol masculino da Olimpíada, que será disputado entre 4 e 20 de agosto. Neymar é um nome certo. Falta definir quem serão os outros dois com mais de 23 anos, permitidos pelo regulamento.

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