Dia de Finados
Dia de Finados na pandemia: por que mesmo no isolamento é importante homenagear quem se foi
Uma data no mínimo sensível a cada ano trará nesta segunda-feira (2/11) novos desafios após um 2020 marcado pela pandemia de coronavírus.
O Dia de Finados, de origem católica, deverá ser celebrado com restrições sanitárias por conta da nova doença — diferentes Estados e municípios definiram suas regras. O governo de São Paulo por exemplo, Estado mais populoso do Brasil, anunciou na semana anterior à data que os cemitérios poderão abrir, desde que autorizados também por cada prefeitura. As visitas devem ser feitas de máscara, com acesso a álcool gel e distanciamento social.
A nova doença também tirou a vida de mais de 155 mil pessoas no Brasil, muitas delas com despedidas interrompidas pelas restrições impostas pela pandemia, como no acesso de familiares a Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e em velórios com caixões lacrados.
“Estima-se que para cada pessoa que morreu, há de 4 a 10 pessoas enlutadas. Considerando que o Brasil já teve aproximadamente 160 mil mortes por covid-19, há um número muito grande de pessoas para quem será muito desafiador passar por esse Dia de Finados”, aponta Tom Almeida, fundador do movimento inFinito, que trata de assuntos sobra a vida e a morte, organizando eventos e um festival anual.
“Estas pessoas enlutadas não puderam ter os rituais de despedida (por restrições da pandemia) normalmente — participando do enterro com toda a família, vendo o corpo. O processo de luto foi interrompido.”
bbc – Mariana Alvim