Segundo ele, com um parlamento ainda menor, será ainda mais difícil Dilma reverter a situação e se manter na presidência da República
O deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB) afirmou que não acredita mais na possibilidade de a presidente Dilma Rousseff (PT) reverter a seu favor o processo de impeachment que agora está no Senado Federal. Ele afirmou que se na Câmara dos Deputados sua situação já era complicado mesmo com um grande número de parlamentares a votar, agora, com um parlamento menor, será ainda mais difícil ela conseguir os votos favoráveis ao arquivamento do impeachment.
“Ora, se era difícil na Câmara Federal com 513 deputados, imagine no Senado com 81 parlamentares, onde o governo sempre enfrentou dificuldades. Se na Câmara seria milagre, no Senado é praticamente impossível. Agora o que vai prevalecer é a vontade política e não uma decisão de cunho jurídico. Lamento porque não temos um motivo plausível, justificável, porque todos os ex-governadores praticaram a mesma coisa que Dilma praticou”, disse.
Segundo ele, não foi surpresa o resultado da votação na Câmara realizada no último domingo. “Na verdade acho que deu a lógica porque todos os articulistas políticos apontavam neste caminho. Dizia que só um milagre poderia salvar a presidente Dilma. Mas o que eu vi foi se discutir tudo menos o que mais interessava que era o processo do impeachment, as pedaladas apontadas pelo TCU, que foram totalmente desmoralizadas em função dos debates anteriores ao processo. E foi comprovado que todos os governadores da federação fizeram a mesma prática e há um consenso até nacional de que não é caso para cassação”, declarou.
Hervázio ainda afirmou que sentiu ‘náuseas’ do posicionamento dos parlamentares paraibanos, mas garante que torce que caso Temer assuma a presidência, faça um bom governo. “O PSDB atingiu o seu intento, o Democratas atingiu o seu intento. A opinião pública não é besta, acompanha isso, e tenho que falar basicamente da bancada paraibana, confesso a vocês que meu sentimento foi de náusea. Quem quiser colocar a carapuça que coloque, não vou nominar e cabe à população paraibana fazer reflexões. Agora a população há de perguntar “E agora Temer”, mas acima de minhas posições políticas, está o meu estado Brasileiro e diferente de muitos, eu não torço para o quanto pior melhor”, afirmou.
