A demolição parcial do prédio da Associação dos Moradores do bairro dos Bancários (AMCBU) gerou hoje uma discussão quente entre o secretário de Segurança Urbana, Geraldo Amorim e o Padre Marcondes Menezes, da paróquia Menino Jesus de Praga. A estrutura foi demolida por funcionários da secretaria de Infraestrutura da prefeitura de João Pessoa que deve construir no local uma base da Guarda Municipal. O religioso, contudo, protestou, e disse que a ação desrespeitou um acordo segundo o qual a área serviria para abrigar não apenas a Guarda, mas um Distrito Integrado de Segurança Pública (DISP), órgão do Governo do Estado.“O feitor Geraldo Amorim assinou um documento dizendo que o prédio seria um DISP. Esse acordo foi feito no ano passado, mas ele é um capacho, um pau mandado e disse ao construtor que a prefeitura não queria dividir o local com o DISP. Ontem, ele me disse que iria mandar derrubar. O feitor Amorim se preocupa tanto com os Bancários que nem mora mais no bairro. Ele mora no Cabo Branco, mas não diz isso. Ele diz que eu não estou dizendo a verdade. Se ele quer saber a verdade, eu vou soltar uma nota ainda hoje. Amorim disse ao construtor que a vontade do prefeito era de que apenas a base da Guarda Municipal ficasse no local, mas ela poderia ceder parte de um outro terreno para construir o DISP. Se for só a Guarda, a população vai reagir. E tem vários terrenos da prefeitura nos Bancários”, declarou Padre Marcondes no Rádio Verdade, da Arapuan FM.
Já Geraldo Amorim afirmou que a confusão estaria sendo causada por motivação política e insinuou que o padre e o presidente da Associação dos Moradores do bairro dos Bancários seriam os responsáveis pelo desvirtuamento da discussão real. Ele não quis comentar as acusações feitas pelo Padre, mas disse que o religioso não merecia resposta: “Eu não vou baixar a esse nível. Ele não merece meu respeito nem minha resposta. A base comunitária vai ficar à disposição para a Polícia Militar. O padre e o presidente da associação estão obstaculando a construção da base da Guarda. Mas, eu estou dizendo que vai ter espaço para a PM trabalhar de forma integrada. O cara para ser religioso deve ter palavra de homem primeiro. Não quero conversa com ele”.
Na tréplica, o Padre disparou mais uma vez contra o secretário: “Amorim está preocupado é com o salário dele! Ele não defendeu os Bancários. Ele disse que não me respeita porque a igreja era palco para ele fazer política dentro e eu acabei com isso. Ele veio me procurar para tentar fazer com que o presidente da associação pudesse ceder a essa situação que ele quer”.
Redação com ParlamentoPB