Delação

Defesa de Vorcaro finaliza delação premiada e entrega proposta à PF e à PGR

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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, finalizou a proposta de delação premiada e pedirá uma reunião com a PF (Polícia Federal) e com a PGR (Procuradoria-Geral da República). Os advogados dele esperam que o encontro ocorra ainda esta semana.

Em março, Vorcaro iniciou as negociações para fechar o acordo de colaboração. O primeiro passo envolveu a assinatura de um termo de confidencialidade com a PGR, para eventual delação sobre as operações investigadas do Banco Master.

Relator do processo no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro André Mendonça não deve garantir a homologação automática de um possível acordo.

Caso o banqueiro decida por esse caminho, contudo, ele terá de oferecer informações verdadeiras e verificáveis, capazes de contribuir concretamente para o avanço das investigações — não bastará, por exemplo, fornecer apenas relatos genéricos.

A lei sobre esse instrumento prevê uma série de possíveis recompensas jurídicas, que variam conforme o grau de utilidade da colaboração. Entre elas há possibilidade de redução de pena, de substituição dela por medidas restritivas de direitos ou, em casos mais extremos, até o perdão judicial.

Relembre o caso – O Banco Master, controlado por Vorcaro, entrou na mira das autoridades após apresentar crescimento acelerado no mercado financeiro. A instituição oferecia investimentos em CDBs (Certificado de Depósito Bancário) com rentabilidade acima da média, em uma estratégia associada a maior exposição a riscos.

Dados das investigações apontam um cenário crítico no fim de 2025: cerca de R$ 80 bilhões em ativos e um caixa de R$ 4 milhões. As suspeitas que recaem sobre o banco envolvem o uso de empresas de fachada, triangulação e criação de carteiras fictícias.

Relatórios da PF indicaram, ainda, um desvio de aproximadamente R$ 11,5 bilhões, entre 2023 e 2024. Apurações da PF e do BC (Banco Central) revelaram impactos organizacionais, além do problema financeiro, os quais se estenderam para outras instituições financeiras.

Entre elas, algumas eram operadas pelo próprio Master — que acabaram liquidadas pelo BC — e outras eram organizações públicas, como o BRB (Banco de Brasília) e institutos que geriam recursos da previdência de servidores.

Diante desse cenário, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em 18 de novembro de 2025, por detectar “grave crise de liquidez” e “graves violações” às normas do SFN (Sistema Financeiro Nacional).

Fonte: R7 – Foto: Divulgação

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