Corrupção
Cristiane Brasil é alvo da PF na 2ª fase da operação Registro Espúrio
Após cerca de um ano, as investigações revelaram um amplo esquema de corrupção dentro da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho, com suspeita de envolvimento de servidores públicos, lobistas, advogados, dirigentes de centrais sindicais e parlamentares.
Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.
Primeira fase
A primeira etapa da operação ocorreu em 30 de maio, quando equipes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão em três gabinetes da Câmara dos Deputados e no Ministério do Trabalho. Entre os alvos, estão os deputados Paulinho da Força (SD), Jovair Arantes (PTB) e Wilson Filho (PTB).
Segundo o Ministério Público Federal, sedes nacionais dos dois partidos políticos e de centrais sindicais também são alvo da operação. Na petição enviada ao STF, a procuradora-geral, Raquel Dodge, menciona, como exemplo das fraudes, pagamentos que envolviam valores que chegaram a R$ 4 milhões pela liberação de um único registro sindical.
Em nota, o MPF informou que, desde 2017, parte do grupo criminoso responde a uma ação por improbidade administrativa em andamento na Justiça Federal, em Brasília.
Na ocasião, também foram cumpridos mandados de prisão, entre eles um contra o dono do portal de notícias Fato Online e apontado como lobista por diversos políticos, Sílvio Assis. Ele foi pego em gravações telefônicas autorizadas pela Justiça cobrando R$ 3,2 milhões em propina de Verusca Peixoto da Silva, também detida no mesmo dia.
Segundo os investigadores, o dinheiro seria usado na liberação de registros de sindicatos junto ao Ministério do Trabalho.