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Criatividade atrai visitantes durante o São João 2015 em Campina Grande
Uma dos personagens típicos deste período é o “Cangaceiro Prateado”. O personagem criado pelo potiguar João Batista, 44 anos, nasceu de uma adaptação à cultura regional. “Já fui estátua grega, mas queria algo diferente, que poupasse maquiagem e fosse voltado para a nossa raiz. Assim surgiu o cangaceiro”, explicou o artista.
Apesar da seca na região, o clima chuvoso de Campina Grande não complica o trabalho do artista. “A chuva atrapalha, mas é bem-vinda, principalmente a gente sabendo como está a situação do Nordeste. A cidade é muito acolhedora e recebe muito bem o artista”, assegurou.
Entre os produtos criativos encontrados no Maior São João do Mundo estão os kits de mágica de José Reginaldo Farias, conhecido como “Mágico Sobral”. Há oito anos ele lucra na festa de Campina Grande ensinando truques mágicos e chega a faturar até R$ 500 em uma noite.
Os equipamentos custam a partir de R$ 15. Este ano, ele trouxe mais de 20 novidades para os interessados. “O público pede, isso faz com que a gente crie novas mágicas. Tem que arregaçar as mangas e criar coisas impressionantes”, explicou o mágico.
Também há aqueles que ganham dinheiro como “estátua viva”, recebendo contribuições dos forrozeiros; caricaturista que desenha o cliente por R$ 20; e até um mini-pênalti para os que tentam fazer o gol sem derrubar uma pirâmide de latas.
A artista plástica Noemi Brito escreve o nome dos clientes em um grão de arroz. “Com 1kg de arroz ganhei o dinheiro de comprar uma moto, foi muito bom”, destacou Noemi. Já o fotógrafo Luedir Alves faz fotos com revelação instantânea no Parque do Povo, dos visitantes que desejam posar junto às réplicas de boi e cavalo. Custa R$ 5. “Entre sábado e domingo tirei cerca de 80 fotos por noite”, disse.
Redação com G1