O Roubo dos Aposentados

CPMI: Relator vai pedir 227 indiciamentos e diz que presidente quer proteger Lulinha

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O relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), chegou nesta quinta-feira (26) com o relatório praticamente pronto e uma lista de mais de 227 indiciados — entre grandes empresários e políticos com mandato.

Agora, o destino das investigações sobre o esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas depende de uma decisão do plenário físico do Supremo Tribunal Federal. O STF analisa nesta quinta se mantém ou derruba a decisão do ministro André Mendonça, favorável à prorrogação da CPMI por até 120 dias.

O presidente da corte, Edson Fachin, levou o caso ao plenário para que os ministros se posicionem publicamente — o movimento aumenta a pressão sobre o tribunal e obriga cada um a mostrar à sociedade se apoia ou não o aprofundamento das investigações.

Críticas ao STF e ao governo – Gaspar não poupou críticas ao Supremo nem ao governo federal. Para ele, a interferência do Palácio do Planalto nas decisões da corte é o principal risco ao andamento dos trabalhos:

“Se prevalecer a vontade do governo federal, se prevalecer a vontade do Lula para encerrar as investigações, porque, entre vários fatos, o filho dele [Lulinha] está sendo muito citado, haverá uma derrubada da decisão do ministro André“, acusou.

O relator também chamou o STF de “caixa de surpresas” e afirmou que a corte “tem decidido muitas vezes de acordo com as conveniências”.

“É uma boa oportunidade para a sociedade brasileira ver quem está favorável às investigações e ao aprofundamento detalhado do esquema que roubou aposentados e pensionistas”, concluiu, sobre a decisão da Corte.

Relatório sai de qualquer formaCom ou sem prorrogação, Gaspar deixou claro: o relatório será entregue.

“Se terminar hoje o julgamento, terei a obrigação amanhã de fazer a leitura do relatório. Mais importante do que as 5.000 páginas é o arcabouço probatório dentro do relatório, com mais de 227 indiciamentos”, prometeu o deputado.

A presidência da CPMI avalia convocar uma reunião de emergência neste sábado para votação do documento final, caso a prorrogação seja aprovada pelo Supremo.

Sobre os indiciados, o relator deixou um recado direto: “Ninguém que tenha tido algum tipo de participação, por ação ou omissão, será poupado do relatório. Sejam grandes empresários, sejam políticos com mandato, sejam todos aqueles que contribuíram para esse desfecho trágico, o roubo bilionário de aposentados e pensionistas”.

Acordo no horizonte – Gaspar sinalizou haver movimentação nos bastidores do Congresso para uma solução negociada, independentemente do resultado no STF.

“Tenho visto movimentação dos líderes partidários para fazer um acordo. Uns querem 15 dias de prorrogação, outros querem 60 dias. Vejo possível e provável um acordo intermediário”, analisou.

Por ora, o foco de Gaspar está em uma frente específica do escândalo. “O meu foco, neste momento, é justamente o sistema financeiro”, apontou.

Fonte: R7

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