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CORREIOS E TRABALHADORES ASSINAM ACORDO E SINDICATO NA PARAÍBA DEMONSTRA INSATISFAÇÃO COM PROPOSTAS

Atualmente, esse benefício é cobrado apenas se o trabalhador usar e isso gera um custo de 10% a 20% no salário, em caso de nível médio, e em 20%, para os de nível superior

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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos na Paraíba (Sintect-PB), Husmann Tavares, disse que os profissionais do Estado rejeitaram a proposta da empresa, mas terão que “engolir” porque ela foi aceita por dois terços da categoria pelo Brasil.

Insatisfações

Segundo o dirigente informou ao Portal Tambaú 247, as reivindicações foram atendidas parcialmente. Um exemplo da insatisfação é a de que os Correios tentam criar uma mensalidade no plano de saúde dos funcionários.

Atualmente, esse benefício é cobrado apenas se o trabalhador usar e isso gera um custo de 10% a 20% no salário, em caso de nível médio, e em 20%, para os de nível superior. O percentual dessa possível mensalidade não foi informado.

Além disso, o sindicato na Paraíba pede mais contratações, por falta de pessoal. Não foi divulgada nenhuma proposta futura de concurso público ou contratação por parte da empresa.

Conquista

Na Paraíba, a categoria entrou com ação judicial e conseguiu que os Correios sejam obrigados a colocar portas giratórias nos estabelecimentos. A implantação vai acontecer por etapas, sendo reformadas de 10 em 10 agências.

A proposta dos Correios

Os Correios e as federações representantes dos trabalhadores assinaram ontem (20), em Brasília, o acordo coletivo de trabalho 2016/2017. Nele, está previsto o aumento salarial de 9%. Esse será concedido em duas parte, de 6% em agosto de 2016, e 3% em fevereiro de 2017.

Além disso, haverá reajuste nos benefícios em 8,74%. Serão mantidas as demais cláusulas dos acordos anteriores, inclusive a que trata do plano de saúde.

O presidente dos Correios, Guilherme Campos, disse que o acordo firmado foi fruto do esforço coletivo das representações da empresa e dos trabalhadores. “Mantivemos toda a disposição para uma negociação que beneficiasse a todos, sem a necessidade de recorrer a qualquer mediação externa. Agora, precisamos continuar dialogando para tirar a empresa do vermelho”, afirmou o dirigente.

Na última semana, após apresentação da proposta da empresa, houve paralisação parcial dos trabalhadores de, no máximo, dois dias, em algumas regiões do país, mas o índice de adesão foi de menos de 1%. Durante esse período, os Correios funcionaram normalmente, com todas as agências abertas e todos os serviços disponíveis.

Tambaú 247

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