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Confira a agenda dos seis paraibanos que vão disputar a Olimpíada do Rio

Douglas Santos é o primeiro a estrear, nesta quinta-feira.

douglassantos

A abertura da Olimpíada do Rio acontece nesta sexta-feira, mas a busca por medalhas já começou. Como já é tradição, a competição do futebol tem início antes mesmo da solenidade oficial. E assim, o primeiro paraibano a estrear também será Douglas Santos, nesta quinta-feira, quando a Seleção Brasileira vai enfrentar a África do Sul, em Brasília.

Para quem não quer perder um só detalhe dos Jogos, e acompanhar de perto o desempenho dos paraibanos, o GloboEsporte.com/pb preparou uma agenda especial com datas e horários dos eventos esportivos dos seis paraibanos em ação no Rio.

As duas maiores chances de medalha (Douglas Santos, no futebol; e Mayssa Pessoa, no handebol) podem competir até o dia 20, data da decisão do ouro em suas respectivas modalidades. Jailma Sales é outra que pode ir até esta data, caso faça parte do revezamento 4×400 no atletismo, e chegue à final.

Confira abaixo o roteiro dos paraibanos:

DIA 4 DE AGOSTO, QUINTA-FEIRA

Douglas Santos – É a largada do futebol masculino na Olimpíada. O lateral Douglas Santos, titular absoluto do time de Rogério Micale, entra em campo contra a África do Sul no primeiro dos seis jogos que separam a Seleção Brasileira do inédito ouro olímpico. O jogo acontece às 16 horas, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Ao contrário de outras seleções do continente, a África do Sul tem pouca tradição nas categorias de base. Classificada como terceira colocada no Torneio Pré-Olímpico da CAF, a África do Sul tem como melhor resultado em Olimpíada o 11º lugar em Sydney-2000. Atualmente, é apenas a 74ª colocada do ranking da Fifa.

DIA 6 DE AGOSTO, SÁBADO

Mayssa Pessoa – Mais uma estreia muito aguardada pelos paraibanos. Mayssa Pessoa estreia com a seleção de handebol na partida contra a Noruega. O jogo acontece às 9h30, na Arena do Futuro. O Brasil vem se tornando uma potência na modalidade, com destaque para o título mundial de 2013, e as medalhas de ouro nas últimas cinco edições dos Jogos Pan-Americanos.

Logo de cara, uma pedreira. O primeiro adversário das brasileiras é simplesmente as atuais bicampeãs olímpicas e campeãs mundiais. A Noruega é uma das potências do handebol feminino – além das medalhas de ouro conquistadas em Pequim-2008 e Londres-2012, têm mais duas de prata (Seul-1988 e Barcelona-1992) e uma de bronze (Sydney-2000).

Kléber Ramos – No mesmo dia da estreia do handebol, também entra em cena o ciclista Kléber Ramos. Embora com chances remotas, é o primeiro paraibano que vai disputar uma prova valendo medalha, já que o ciclismo de estrada se resolve já no sábado no Forte Copacabana.

São 144 ciclistas de 63 países percorrendo uma distância de 241,5km. Kléber tem como principal conquista na carreira o Tour do Rio, em 2012.

Alguns dos favoritos para a prova de ciclismo de estrada: Chris Froome (Grã-Bretanha), André Cardoso (Portugal), Bauke Mollema (Holanda), Vicenzo Nibali (Itália), Steven Kruijswijk (Holanda), Esteban Chávez (Colômbia), Tom Dumoulin (Holanda), Alejandro Valverde (Espanha), Fábio Aru (Itália) e Fabian Cancellara (Suíça).

DIA 7 DE AGOSTO, DOMINGO

Douglas Santos – Se a estreia contra a África do Sul não deve ser tão complicada assim para Douglas Santos, o segundo jogo do Grupo A deve ser ainda mais fácil. A Seleção Brasileira enfrenta o Iraque, às 22 horas, mais uma vez no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Dependendo dos resultados, o jogo pode até valer a classificação antecipada para as quartas de final.

O Iraque conseguiu a classificação para a Olimpíada do Rio com o terceiro lugar no Campeonato Asiático Sub-23, disputado em janeiro deste ano no Catar. No ranking da Fifa, a seleção iraquiana é apenas a 87ª colocada. No retrospecto olímpico, o melhor resultado foi um quarto lugar nos Jogos de Atenas, em 2004.

DIA 8 DE AGOSTO, SEGUNDA-FEIRA

Mayssa Pessoa – Apesar do sucesso recente do Brasil no handebol feminino, o segundo compromisso na Olimpíada será um desafio para o time de Morten Soubak. Menos pelo momento atual da Romênia, e mais pelo que aconteceu há dois anos, na Dinamarca. Após fazer uma campanha perfeita na primeira fase do Campeonato Mundial, o Brasil perdeu justamente para a Romênia, que havia sido quarta colocada em seu grupo: 25 a 22, acabando com o sonho do bi.

Em se tratando de Olimpíada, o time feminino da Romênia jamais subiu ao pódio, assim como o Brasil. As brasileiras fizeram em Londres-2012 a melhor campanha na história, com o sexto lugar.

O jogo contra a Romênia acontece às 16h30, na Arena do Futuro.

Kaio Márcio – O dia é de estreia para o quarto paraibano na Olimpíada do Rio. O nadador Kaio Márcio vai para a quarta participação em Jogos, desta vez sem grandes expectativas. A classificação para competir já foi uma grande façanha para quem passou o ciclo olímpico praticamente afastado das competições internacionais – chegou até a anunciar o fim da carreira depois de Londres-2012.

De volta às piscinas, a experiência de Kaio pode pesar na prova dos 200m borboleta, a sua especialidade. Dono de nove medalhas em Jogos Pan-Americanos, o nadador paraibano é o atual detentor do recorde sul-americano da prova, com 1min53s92, obtido em 2009. Também é o recordista mundial dos 200m borboleta em piscina curta, com 1min49s11.

Outra boa lembrança para Kaio competindo no Rio de Janeiro foi no Pan de 2007. Na oportunidade, conquistou duas medalhas de ouro, nas provas dos 100m e 200m borboleta. Em se tratando de Olimpíada, o melhor desempenho foi em Pequim-2008, quando chegou à final dos 200m borboleta, terminando em sétimo lugar. Já em Londres, há quatro anos, os resultados foram bem mais modestos – ele terminou em 15º nos 4x100m medley, 17º nos 200m borboleta, e 28º nos 100m borboleta.

No Rio, os nadadores disputam uma primeira fase com quatro baterias, todos elas disputadas no dia 8 de agosto. Os dezesseis melhores tempos passam para as semifinais, que acontecem no mesmo dia, por volta das 23 horas. Além de Kaio, o Brasil ainda conta com Leonardo de Deus. Entre os estrangeiros, destaque para o supercampeão Michael Phelps, dos Estados Unidos. Também estão bem rankeados na Fina: Chad Le Clos (África do Sul), Joseph Schooling (Cingapura), Deiya Seto (Japão), Lászlo Cseh (Hungria), Tom Shields (Estados Unidos), Gal Nevo (Israel) e Sajan Prakash (Índia).

DIA 9 DE AGOSTO, TERÇA-FEIRA

Kaio Márcio (*) – Se conseguir repetir o desempenho de Pequim-2008 e chegar à final olímpica, este será o dia de Kaio Márcio brigar por medalha nos 200m borboleta. A prova está marcada para as 22h28, no Estádio Aquático Olímpico.

(*) Só compete se conseguir a classificação na semifinal de segunda-feira, à noite

DIA 10 DE AGOSTO, QUARTA-FEIRA

Mayssa Pessoa – Após encarar duas seleções da escola europeia, o Brasil encara o seu adversário mais fácil na primeira fase do torneio de handebol feminino. O adversário será Angola, às 9h30, na Arena do Futuro. É possível que o técnico Morten Soubak poupe boa parte das titulares nessa partida, já que a tabela programa jogos a cada dois dias e qualquer descanso pode fazer a diferença lá na frente.

As angolanas conseguiram a classificação no ano passado, vencendo a Copa das Nações Africanas. O torneio foi realizado em casa, mas a vaga não seria diferente se fosse em outro país, já que Angola é a principal referência do continente há muitos anos. Na seletiva africana, foram duas vitórias fáceis, contra Senegal (38 a 21) e República do Congo (36 a 28), antes de uma final mais equilibrada contra a Tunísia (26 a 23).

O Brasil não deverá ter problemas em conseguir a vitória e, quem sabe, já confirmar a classificação para as quartas de final do torneio de handebol.

Kléber Ramos – Após disputar a prova de estrada, Kléber Ramos volta a competir na Olimpíada do Rio no contrarrelógio. A disputa começa às 10h, no circuito montado na Praia do Pontal. Os rivais do paraibano são praticamente os mesmos – a menos que alguém tenha desistido por problemas físicos, o que é muito comum no ciclismo.

Douglas Santos – No futebol, o Brasil encerra a primeira fase no jogo mais complicado até aqui O adversário é a sempre imprevisível Dinamarca, em partida marcada para a Fonte Nova, em Salvador, começando às 22 horas.

É possível que o jogo determine o primeiro lugar do Grupo A. Ainda assim, em caso de classificação antecipada, Rogério Micale pode poupar alguns jogadores, especialmente aqueles que estiverem pendurados.

A Dinamarca se classificou ao chegar às semifinais do Campeonato Europeu Sub-21, disputado no ano passado na República Tcheca. Atualmente, ocupa a 29ª colocação no ranking da Fifa. Em se tratando de Olimpíadas, o retrospecto é até animador, com três medalhas de prata conquistadas no futebol: em Londres-1908, Estocolmo-1912 e Tóquio-1960.

DIA 13 DE AGOSTO, SÁBADO

Jailma Sales – A paraibana de Taperoá estreia em sua terceira Olimpíada. E tenta realizar o sonho de chegar a uma final, o que não será tarefa das mais simples. Chegou perto em Pequim-2008, quando parou nas semifinais e terminou numa comemorada 13ª colocação.

No Rio, ela chega mais experiente. Vem de bons resultados este ano, como o vice-campeonato no Troféu Brasil, quando fez o tempo de 52s40; e principalmente o título no Campeonato Ibero-Americano, quando fez o tempo de 51s99, que lhe valeu o índice olímpico. A melhor marca de Jailma, no entanto, é 51s66, no Grand Prix de São Paulo, em 2011.

Na prova dos 400m rasos as americanas são favoritas ao ouro. Os maiores nomes no Rio são Allyson Felix e Natasha Hastings. Outros nomes de peso são Flora Guei (França), Libania Grenot (Itália), Morgan Mitchel (Austrália), Christine Ohuruogu (Grã-Bretanha) e Shaunaer Miller (Bahamas).

Douglas Santos (*) – Em caso de classificação do Brasil no torneio de futebol, Douglas Santos volta a jogar neste sábado pelas quartas de final. O local, horário e adversário, claro, dependem da posição na chave.

No entanto, o Brasil já sabe que obrigatoriamente vai cruzar com uma seleção do Grupo B, que tem Colômbia, Suécia, Nigéria e Japão.

A Suécia parece ser o adversário mais complicado. Atual campeã europeia sub-21, os suecos estão na 45ª colocação do ranking da Fifa. Em compensação, já têm um ouro olímpico, conquistada nos Jogos de Londres-1948.

A Colômbia está melhor no ranking da Fifa, onde aparece em décimo. No entanto, só conseguiu a classificação na repescagem contra os Estados Unidos. Por fim, o melhor resultado em Olimpíadas foi apenas o décimo lugar em Londres-1948.

O Japão talvez seja a melhor aposta. Não só pelo Brasil ter vencido o amistoso do último sábado (2 a 0, em Goiânia). Mas por ser apenas o 52º colocado no ranking da Fifa. A classificação veio com o título no Campeonato Asiático Sub-23, vencendo a Coréia do Sul por 3 a 2 na final. O melhor resultado em Olimpíadas foi o bronze na Cidade do México-1968.

DIA 14 DE AGOSTO, DOMINGO

Mayssa Pessoa – A seleção brasileira de handebol feminino fecha a participação na primeira fase enfrentando Montenegro. A grande expectativa é que as meninas cheguem a essa partida brigando pela primeira posição no grupo, e assim tenham um adversário mais fácil no mata-mata.

A seleção de Montenegro se classificou para os Jogos do Rio no Torneio Pré-Olímpico Mundial, disputado na Dinamarca. As montenegrinas são as atuais vice-campeãs olímpicas, perdendo a final em Londres-2012 para a Noruega. Além disso, herdou o histórico da antiga Iugoslávia, medalha de ouro em Los Angeles-1984.

Jailma Sales (*) – A velocista volta a competir no Rio em caso de classificação para a semifinal dos 400m rasos. Se isso acontecer, estará igualando a performance de Pequim-2008.

Serão três baterias de semifinais, começando às 20h35 no Estádio Olímpico. As duas melhores colocadas de cada bateria avançam para a final, além dos dois melhores tempo independente da bateria.

(*) Depende de classificação na primeira fase disputada no dia anterior.

DIA 15 DE AGOSTO, SEGUNDA-FEIRA

Andressa Morais – Depois de duas semanas de espera, finalmente Andressa Morais estreia na Olimpíada do Rio. Evidentemente, o Brasil está longe de ser favorito no lançamento do disco. Ainda assim, a paraibana promete fazer bonito, e se possível, superar a sua melhor marca pessoal, que é de 64,21m, obtida no Campeonato Ibero-Americano de 2012, em Barquisimeto, na Venezuela. Até hoje essa marca é o recorde sul-americano da prova.

 

No entanto, os últimos resultados de Andressa são bem mais modestos. Este ano ela conquistou apenas o quarto lugar no Ibero-Americano, no Rio de Janeiro, no evento-teste para a Olimpíada. Na ocasião, ela lançou o disco a 55,28 metros.

O índice para disputar a sua primeira Olimpíada foi conquistada no ano passado, no Campeonato Sul-Americano de Lima, no Peru. Andressa conseguiu 61,15m, a melhor marca desde o recorde batido na Venezuela.

Entre as favoritas para o ouro no lançamento do disco estão Sandra Perkovic (Croácia), Seema Punia (Índia), Nadine Müller (Alemanha), Mélina Michon (França), Sheubi Valghan (Estados Unidos) e Dani Samuels (Austrália).

DIA 16 DE AGOSTO, TERÇA-FEIRA

Mayssa Pessoa (*) – Para jogar nesta terça-feira, o Brasil precisa ter terminado entre os quatro primeiros em seu grupo na primeira fase do torneio de handebol feminino. O confronto da segunda fase depende da classificação (o primeiro enfrenta o quarto, e o segundo pega o terceiro da outra chave). Os jogos acontecem a partir das 10 horas, na Arena do Futuro.

Como o Brasil está no Grupo A, enfrentaria obrigatoriamente uma seleção do Grupo B (Suécia, Holanda, França, Rússia, Argentina e Coréia do Sul). Dificilmente as europeias não ficarão nas quatro primeiras posições, embora a Coreia venha surpreendendo com um jogo rápido e envolvente nos últimos anos.

Holanda e França se classificaram no Torneio Pré-Olímpico disputado em Paris; Rússia e Suécia garantiram a vaga em outra seletiva, esta realizada em Moscou. A Coréia do Sul teve o mérito de vencer o Pré-Olímpico Asiático, disputado no ano passado, em Tóquio. Por fim, a Argentina acabou beneficiada pela classificação imediata do Brasil por ser país-sede. Assim, as alvicelestes se classificaram com o vice-campeonato nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, quando perderam a medalha de ouro justamente para as brasileiras.

Andressa Morais (*) – É improvável que Andressa consiga a classificação para a grande final do lançamento de disco. Se isso acontecer, no entanto, a briga por medalhas acontece nesta terça-feira, a partir das 11h20, no Estádio Olímpico.

(*) Só competem em caso de classificação

DIA 17 DE AGOSTO, QUARTA-FEIRA

Douglas Santos (*) – Se tudo der certo até aqui, é neste dia que a Seleção Brasileira disputa a semifinal do torneio de futebol masculino. Em seis edições anteriores, o Brasil conseguiu chegar até esta fase: Los Angeles-1984, Seul-1988, Atlanta-1996, Pequim-2008 e Londres-2012.

As semifinais estão marcadas para o Maracanã (13 horas) e para a Arena do Corinthians (16 horas). Se o Brasil passar em primeiro no Grupo A, e depois avançar nas quartas de final, jogará no Maracanã. Nesse caso, teria como adversário nas semifinais obrigatoriamente um time dos grupos C e D (Alemanha, Coréia do Sul, Fiji, México, Argélia, Argentina, Honduras e Portugal).

Projetando o caso da Alemanha passar em primeiro no Grupo C, o que é bem provável, e depois avançar nas quartas de final, haverá uma reedição da Copa do Mundo de 2014, quando os germânicos aplicaram a humilhante goleada de 7 a 1 no Mineirão justamente nas semifinais.

Além da Alemanha (ouro em Montreal-1976) e primeira colocada no ranking da Fifa, outros possíveis adversários numa semifinal seriam Argentina (ouro em Atenas-2004 e Pequim-2008) e México (ouro em Londres-2012, vencendo justamente o Brasil na decisão).

(*) Depende da classificação nas quartas de final

DIA 18 DE AGOSTO, QUINTA-FEIRA

Mayssa Pessoa (*) – Caso passe das quartas de final, a seleção brasileira de handebol feminino chega à semifinal olímpica nesta quinta-feira. Com isso, já estaria superando a melhor campanha até então, que foi o sexto lugar nos Jogos de Londres-2012.

(*) Depende da classificação nas quartas de final

DIA 19 DE AGOSTO, SEXTA-FEIRA

Jailma Sales – Após ter disputado a prova dos 400m rasos, Jailma Sales deve fazer a sua segunda aparição nos Jogos Olímpicos na prova do revezamento 4×400. Como o grande objetivo é chegar à final, o Brasil não deve poupar ninguém nas eliminatórias, o que indica a presença da paraibana time já para a prova desta sexta-feira.

Jailma participou e venceu as duas principais provas do revezamento neste ano: o Troféu Brasil, ao lado de Giovana Cavaleti, Crystiane Barroso e Letícia Cherpe, fazendo um tempo de 3min34s28; e o Ibero-Americano no Rio, formando a equipe com Kamilla Miranda, Letícia Cherpe e Joelma das Neves Sousa, e completando o percurso em 3min32s30.

A vaga brasileira no revezamento 4×400 foi conquistada com o oitavo lugar no Mundial das Bahamas, em 2014. E mais uma vez Jailma fez parte do time, ao lado de Joelma das Neves Sousa, Liliane Fernandes e Geisa Coutinho. O tempo da prova foi de 3min31s59.

DIA 20 DE AGOSTO, SÁBADO

Jailma Sales (*) – Em caso de classificação nas semifinais do revezamento 4×400, Jailma Sales e o time brasileiro fazem a final no sábado. Isso repetiria a performance do Mundial de 2014, considerado o resultado mais expressivo do país na prova.

As americanas são favoritas na prova. No Mundial das Bahamas, ficaram com o ouro com o tempo de 3m21s73 – ou seja, dez segundos à frente das brasileiras. Nigéria e Jamaica são as outras apostas para completar o pódio olímpico no Rio.

Mayssa Pessoa (*) – Chegar à decisão do Mundial de 2013, na Romênia, foi considerada uma façanha para o Brasil. Vencer a competição, então, surpreendeu o mundo. Afinal, tradicionalmente são as seleções europeias que dão as cartas no handebol feminino.

Para se ter uma ideia, desde que entrou para o programa olímpico, em Montreal-1976, foram distribuídas 30 medalhas. E apenas seis delas não foram para as europeias. As exceções ficaram apenas com um país, a Coréia do Sul (dois ouros, três pratas e um bronze).

Curiosamente, a maior vencedora olímpica do handebol feminino não estará no Rio: a Dinamarca, dona de três ouros (Atlanta-1996, Sydney-2000 e Atenas-2004) não conseguiu a classificação.

Douglas Santos (*) – Se o Brasil entrar em campo neste sábado, às 17h30, no Maracanã, significa dizer que poderá finalmente acabar com o único tabu que ainda aflige o nosso futebol: o ouro olímpico. E Douglas Santos poderá entrar para a história como um dos 18 heróis que conseguiram essa façanha.

A Seleção Brasileira bateu na trave três vezes, ficando com a prata. Em Los Angeles-1984, o time que era a base do Inter perdeu a final para a França; em Seul-1988, o Brasil tinha a geração que seria tetracampeã do mundo em 1994, mas foi surpreendida pela União Soviética na decisão; e finalmente, em Londres-2012, mais uma decepção, com a derrota para o México.

Chegando à final, Douglas Santos pode igualar (ou até superar) a trajetória de outros dois paraibanos medalhistas: Mazinho, prata em Seul-1988; e Hulk, prata em Londres-2012.

(*) Só disputa a medalha de ouro em caso de classificação nas semifinais.

GE

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