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Como proteger aplicativos de bancos em caso de roubo de celular

Além de tomar cuidado para não se tornar vítima, é preciso saber o que fazer em caso de roubo ou furto de celular. Para proteger os aplicativos, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) orienta as pessoas, após uma ocorrência, a encontrar o mais rápido possível um outro aparelho ou computador para apagar os dados de forma remota.

“O cliente deve também entrar em contato com o canal de atendimento de seu banco para informar o roubo e efetuar o bloqueio de todas as suas contas e cartões”, afirma a federação em nota. Além disso, é necessário que se faça um boletim de ocorrência.

Para Guilherme Klafke, pesquisador do Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação da Escola de Direito de São Paulo da FGV (Fundação Getulio Vargas), as palavras de ordem são “prevenir, ganhar tempo e agir imediatamente”. 

“Se você comunicou [o ocorrido] ao banco, já é um ponto que conta a seu favor. Se as transações fogem do seu padrão de gasto, é outro ponto a favor do cliente”, afirma Klafke.

Em março, houve um aumento de 25% no registro de roubos em geral em relação ao mesmo mês ano passado — crescimento de 9.548 casos, em 2021, para 11.937, em 2022, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.

Confira como se prevenir e proteger os dados do celular

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1. Defina bloqueio automático de tela

O primeiro passo da prevenção é definir um tempo para que o celular bloqueie a tela automaticamente. Dessa forma, será mais difícil para o criminoso manter o aparelho desbloqueado.

Alessandro Magalhães, gerente de Cyber Security da Mazars Digital, recomenda que o tempo máximo para o bloqueio automático seja de 30 segundos. “Se o cara passa roubando de bicicleta ou correndo, não vai ficar tocando na tela o tempo todo para evitar que seja bloqueado. É um fator de proteção, mas não garante.”

2. Saiba qual seu Imei e bloqueie o aparelho a distância

O Imei é um código de identificação de cada aparelho celular, ou seja, é como se fosse um “CPF” do smartphone. Você pode descobrir o código ao discar *#06#. Em caso de furto, é preciso informar o Imei no boletim de ocorrência.

Dessa forma, é possível solicitar à operadora que o dispositivo seja totalmente bloqueado. Isso significa que o aparelho, além de parar de receber e fazer ligações, não conseguirá mais se conectar à internet ou às redes sociais.

3. Aplicativos “cofres”’

Existem aplicativos “cofres” em que é possível reunir todos os apps financeiros (ou outros apps sensíveis, como o próprio SMS) em uma espécie de pasta. Para acessar essa pasta, é necessário colocar uma senha. “Essa é uma medida de prevenção, caso o usuário seja roubado com o celular desbloqueado”, afirma Klafke.

Também existem aplicativos que “escondem” apps. Isto é, as contas dos bancos não aparecem no menu do celular. “É uma forma de ganhar tempo”, explica Klafke. “Um furto de celular é uma corrida contra o tempo entre o usuário e o criminoso.”

4. Senhas ou PINs diferentes

Sempre que possível, a dica é variar as senhas e PINs utilizadas nos aplicativos. Quando se tem apenas uma, é muito mais fácil para o criminoso invadir as contas. Magalhães também aconselha a utilização de “cofres de senhas”. “Tem de vários fabricantes. São aplicativos seguros em que você “guarda” todas as senhas por meio de uma senha única. Você utiliza isso sob demanda, nem o usuário precisará saber de cor todas as senhas, apenas a principal”, afirma.

5. Email específico para recuperação de senhas

Outra dica é ter um email específico para recuperação de senhas. Este email não pode estar logado no seu celular e deve ficar em um aparelho à parte. Dessa forma, não se corre o risco de os criminosos conseguirem trocar a sua senha por meio do email aberto no próprio smartphone. “Se o criminoso tiver acesso ao seu email, poderá fazer o que quiser”, afirma Klafke.

6. Evitar Face ID e digital

Uma questão importante é evitar utilizar o reconhecimento facial ou por digital para se logar nos aplicativos bancários. Isto porque existem aparelhos em que há brechas: ou seja, é possível trocar esses fatores.

“Se alguém pega e troca o Face ID e a biometria, consegue entrar nas contas e fazer transações. Não aconselho utilizar esses recursos para automatizar o login”, diz Magalhães.

7. Utilizar o múltiplo fator de autenticação

O múltiplo fator de autenticação (MFA) é um recurso importante para dificultar o acesso dos criminosos. Por meio dele, aplicativos de bancos e corretoras precisarão de uma segunda confirmação além da senha para serem acessados. Essa confirmação pode ser via SMS, telefone ou email.

8. Bloqueie o aparelho pelo eSIM

Nos aparelhos mais novos existe o eSIM (SIM card virtual). Depois de ter o celular furtado, é possível localizar remotamente o aparelho, fazer o bloqueio ou o desbloqueio e excluir os dados. Os links para a página que faz o rastreamento por meio do eSIM são:

• icloud.com/find e
• android.com/find.

“Você compra a subscrição do chip e o sincroniza com o seu celular. Se alguém roubar o celular, não conseguirá trocar o SIM card, e, se o aparelho estiver com bateria, você poderá excluir os dados remotamente por meio dessas páginas”, afirma Magalhães.

O pesquisador da FGV também vê como um recurso importante, que deve ser feito o mais rápido possível. “Se eu tivesse o aparelho roubado, eu entraria na primeira loja, pediria para usar o computador, entraria no meu “find my phone” e bloquearia o celular imediatamente. E você consegue até mesmo apagar os aplicativos a distância”, afirma Klafke.

Seu celular foi roubado?

1. Apague os dados de seu celular

Encontre o mais rápido possível um outro aparelho celular ou computador que esteja disponível no momento.

Se a sua plataforma for Android, acesse: android.com/find, insira login e senha e clique em “apagar dispositivo”.

Se for IOS, acesse: icloud.com, insira login e senha, localizar iPhone e clique em “apagar dispositivo”.

Dessa forma, você apagará todos os dados de seu celular.

2. Entre em contato com o banco

O cliente deve informar o roubo e efetuar o bloqueio de todas as suas contas e cartões.

3. Faça boletim de ocorrência

Procure a Delegacia de Polícia mais próxima para registrar o boletim de ocorrência.

Com Agência Estado

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