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Cida Ramos participa de ato, em JP, contra o fim da cultura do estupro

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Durante o evento, que reuniu movimentos sociais, coletivos culturais e representantes da comunidade acadêmica, a professora falou da importância da luta em busca de políticas públicas sensíveis às questões femininas

A pré-candidata à Prefeitura de João Pessoa, Cida Ramos, esteve no ato Por Todas Elas, mobilização que levou às ruas mulheres de todo país reivindicando o fim da cultura do estupro e violência contra as mulheres. Durante o evento, que reuniu movimentos sociais, coletivos culturais e representantes da comunidade acadêmica, a professora falou da importância da luta em busca de políticas públicas sensíveis às questões femininas e lamentou o estupro cometido por 32 homens contra uma adolescente na semana passada no Rio de Janeiro.

“Quando estudante do curso de Serviço Social, entrei nos movimentos sociais por acreditar que só através da luta por políticas públicas eficientes nós conseguiríamos mudar a realidade dos que mais precisam. Hoje temos importantes instrumentos de combate à violência contra as mulheres, como a Lei Maria da Penha, que este ano completa 10 anos, e a Lei do Feminicídio, em vigor desde o ano passado. Mas é preciso mais.  O triste e bárbaro caso da jovem estuprada nos mostra isso. É preciso conscientizar os homens que o corpo da mulher não pode ser violado sob nenhuma circunstância, investir em políticas mais sensíveis às questões das mulheres, que as protejam e as mostrem que elas jamais são culpadas das violências que sofrem”, pontuou a professora.

A deputada estadual Estela Bezerra também esteve presente no ato e falou da urgência em se combater a naturalização da violência contra as mulheres. “O pensamento fascista hoje desfila sem a menor vergonha em diversas instâncias sociais. Na TV, no parlamento, nas ruas. O caso do estupro da jovem no Rio de Janeiro só fez emergir o que cotidianamente tem passado as mulheres. Por isso precisamos nos manter firmes e na luta, ser combativa e ocupar todos os espaços, mostrar que temos sabedoria e força para derrotar a cultura do estupro que tanto vem sendo banalizada”, disse.

Já a pré-candidata a vereadora, Sandra Marrocos, defendeu que, para se transformar a sociedade, é preciso que mais mulheres façam parte da política brasileira, tendo em vista que, mesmo representando 52% da população, as mulheres ocupam menos de 10% de representação no congresso.

“Estamos hoje aqui dizendo não a cultura do estupro e é preciso estarmos atentas. Além de toda violência, o que tem se questionado muito hoje é a capacidade da mulher em ocupar os espaços políticos. A mulher é maioria na população, mas isso não se vê refletido na política e nos espaços de poder. Se queremos uma democracia representativa com igualdade é essencial colocarmos as mulheres nesses lugares. Estou muito feliz com a pré-candidatura de Cida Ramos à Prefeitura de João Pessoa, é uma declaração de amor a nossa cidade e uma resistência contra todo esse machismo que aí está”, destacou.

A coordenadora geral das Delegacias da Mulher da Paraíba, Maísa Félix, disse que o Estado conta hoje com uma série de dispositivos para prevenir e combater a violência contra a mulher, além dos serviços de disque denúncia 180 e 197

“Contamos com 12 delegacias especializadas em atendimento à mulher. Dentro do Programa Paraíba Unida Pela Paz temos o Programa Mulher Protegida, com três principais eixos: o primeiro a fiscalização das medidas protetivas; o segundo eixo o programa SOS Mulher, onde a mulher que continua em situação de risco recebe um aparelho onde há monitoramento via GPS. Se ela precisa, ela toca em um ícone e nós somos alertados de sua situação e mandamos ajuda; o outro eixo é o trabalho preventivo, com parcerias com universidades, escolas, sindicatos, como o da construção civil, onde damos palestras e informamos sobre a violência contra mulher, porque acreditamos que educação é fundamental para acabarmos com esse mal”, disse.

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