Política
Cássio recebe pauta de reivindicações da Polícia Civil e firma compromisso com a categoria
Os policiais civis discutiram com o candidato Cássio questões relativas à Segurança Pública do Estado, bem como, a possibilidade da implantação do subsídio, além da valorização do profissional com a recomposição de perdas salariais. Eles fizeram um apelo para que o senador tivesse um olhar mais cuidadoso voltado para a instituição apontando um novo horizonte.
Cássio discutiu ponto aponto com a categoria e afirmou o compromisso de implementar novamente o processo de valorização e no primeiro momento restabelecer o diálogo com os policiais civis. Segundo ele, para quem quiser fazer segurança com o mínimo de seriedade há de se ter compromisso com a valorização da Polícia Civil.
“Nós só teremos soluções efetivas de médio e longo prazo com o fortalecimento, a valorização, a qualificação e o prestígio dado à Polícia Civil, que é o elo mais frágil desta corrente da segurança pública. É claro que a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros são instituições extremamente importantes e imprescindíveis para a convivência social, mas definitivamente precisamos fortalecer a Polícia Civil porque todo o processo judiciário começa por ela. A punibilidade ou impunibilidade está diretamente vinculada à qualidade do inquérito que se faça”, disse.
Para o presidente da Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (ASPOL-PB), Sandro Bezerra, a reunião com o candidato Cássio foi um momento democrático para discutir a segurança pública do Estado já que com no governo de Ricardo Coutinho nunca foi possível.
“A necessidade de mudança nesse Estado é gritante. A insegurança galopa de uma forma totalmente sem controle, enquanto são divulgados através da mídia outros fatos. A realidade é que ninguém está mais tranqüilo neste Estado por isso o nosso debate com o candidato Cássio para saber das propostas para a Polícia Civil, pois a situação da instituição é caótica”, ressaltou.
Conforme o presidente da ASPOL, para se ter uma idéia, em 2006, a Paraíba tinha 2.542 policiais civis, em 2012, este número caiu para 1.854. De lá prá cá a perda foi de 682 policiais, o que corresponde a 114, 6 % a menos do efetivo por ano ou 9,5 % por mês.
Os crimes de violência letais e intencionais, nesse período, passaram de 824 para 1.680. A Polícia Civil deveria ter o mínimo de 4.017 policiais para dar o atendimento mínimo necessário à população e hoje, mesmo com a contratação dos concursados, a Corporação é composta por menos da metade desde número.
Bezerra denunciou ainda que mais 64% das unidades policiais civis funcionando com um a três homens, ou seja, a maioria das Delegacias do interior do Estado só tem um agente de investigação ou um escrivão de polícia para atender toda a demanda do judiciário e da população.
Segundo ele, não existe incentivo de continuidade na carreira de Policial Civil do governante atual e o subsídio regulamentado pela Lei 9.082/2010, não foi concedido à categoria.
Ao longo da reunião, o candidato Cássio ouviu vários relatos de perseguição do atual governo aos servidores da Polícia Civil e o não cumprimento de direitos adquiridos pelos delegados. Um dos depoimentos bastante emocionado foi o da delegada Simone Barbalho, 63, há 40 anos trabalhando no Estado e luta agora pela aposentadoria integral.
Para Cássio, além do compromisso com a segurança, têm que se ter na Paraíba, o compromisso com princípio de humanidade, de solidariedade, de fraternidade, valores dos quais disse que não se distanciaria nunca.
Ele criticou a política do ‘aqui agora’ feita pelo atual do governador, que massacrou o vencimento da categoria mascarando a remuneração através das gratificações, que não são incorporadas à aposentadoria. Cássio disse ainda que o atual governo não compreendeu todo o esforço feito na sua gestão sobre a construção gradativamente das carreiras de estado para se chegar ao subsídio.
“Saiam daqui convencidos, que caso eu seja eleito governador, você terão no governo do Estado alguém que tem a exata compreensão da importância do trabalho fundamental da Polícia Civil. Nós vamos criar um ambiente propício para que os temas debatidos sejam colocados à mesa e buscarmos soluções conjuntas para estes problemas”, assegurou.
Estiveram presentes à reunião todas as categorias Grupo da Polícia Civil: Agentes de Investigação, Escrivães de Polícia, Motoristas Policiais, Delegados, Peritos, Técnicos em Perícia, Papiloscopistas, Agentes de Telecomunicação e ainda os concursados.
Pleito da categoria:
1- Promover concursos públicos para Polícia Civil para que seja alcançado o efetivo mínimo necessário;
2 – Acabar com a figura do araque do agente de investigação e de escrivão de Polícia Civil, assim como fez com a categoria com os delegados sem sua gestão anterior acabando como araque de delegado e aprovar leis que regulamentem e criem o quadro efetivo dos servidores administrativos;
3- Aceitar a lista proposta pela Polícia Civil com três nomes de delegados escolhidos pela categoria do GPC e eleitos por votação da maioria para que seja escolhido pelo governador, o Delegado Geral da Polícia Civil;
4- Promover a recomposição de perdas salariais dos policiais civil não repassando apenas o percentual da inflação na data-base, para evitar a grande evasão que ocorre na instituição, mas buscar a paridade das categorias de níveis superior dos agentes, escrivãs e peritos;
5- Conceder e implantar os subsídios da Policia Civil do Estado da Paraíba.