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Cássio diz que crise pode se aprofundar após impeachment e faz alerta a Temer

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O tucano informou que o PSDB irá discutir sua postura em relação a um provável governo de Michel Temer e alertou o peemedebista para não cometer os mesmos erros de Dilma

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima, adotou uma postura cautelosa após a Câmara Federal aprovar, na noite deste domingo (17), a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele disse que a crise não acaba com o afastamento da petista e adiantou que o seu partido buscará um diálogo com o vice-presidente Michel Temer (PMDB).

“Ninguém está feliz com tudo isso, não há razão para grandes alegrias, é um processo traumático, um processo duro, o Brasil está numa crise profunda e temos que ter muita responsabilidade, temperança, tranquilidade porque a crise não acaba com a votação do impeachment, pelo contrário, ela pode se aprofundar, é momento de muita responsabilidade com o país, não é instante de ter soberba, não há vencedores, nem vencidos. Haverá um só Brasil que precisa ser unificado, sob pena de consequências mais graves para o nosso povo”, observou.

O tucano informou que o PSDB irá discutir sua postura em relação a um provável governo de Michel Temer e alertou o peemedebista para não cometer os mesmos erros de Dilma

“Essa é uma questão que será discutida no momento próprio, o que eu posso antecipar é que o PSDB terá uma posição institucional, orgânica, como agremiação partidária que é. O nosso compromisso será sempre com o Brasil, não vamos participar de qualquer movimento fisiológico. Se um novo governo se instaurar e repetir erros que já foram praticados, vai estar começando muito mal. Uma das mais necessárias mudanças que o país exige é uma mudança na forma de fazer política e de construir coalizões. O PSDB quer um diálogo com Michel Temer e não deseja que o PMDB faça conosco o que o PT fez com o próprio PMDB”, disse.

Ele confirmou a indicação do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) para presidir a Comissão de Impeachment no Senado e defendeu o nome da senadora Ana Amélia (PP-RS) para a relatoria. O paraibano também fará parte da Comissão como líder do PSDB.

“Eu indiquei o senador Anastasia para a presidência da Comissão. O senador Aloysio Nunes e eu estarei estaremos compondo a Comissão também. Para não termos nenhuma contestação, defendemos que a relatoria não fique com o PMDB, estamos ponderando nesse sentido, aí surge o nome da senadora Ana Amélia por tudo que ela tem na representação do Senado”, falou.

Cássio afastou ainda  a participação do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, na Comissão.

“Nós não podemos esquecer que além de presidente nacional do PSDB, Aécio foi candidato a presidente da República e ele tem muito cuidado, muito zelo de não parecer que está tirando proveito da situação, tentando tirar uma casquinha da circunstância”, concluiu.

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