O secretário de Estado da Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima, confirmou, ontem, que a apreensão foi feita, momento em que uma delegada telefonou-lhe para saber qual procedimento deveria adotar em relação ao dinheiro apreendido. “Não lembro o nome, mas mandei que ela tomasse providências e que se não desse flagrante (prisão), fizesse a apreensão”, disse.
Cláudio Lima ainda revelou que recebeu uma ligação do advogado do homem detido e que no dia seguinte o Ministério Público foi acionado para que os valores fossem devolvidos. Mesmo com a repercussão do caso, ele afirmou que não entrou em contato com o Ministério Público para que as investigações fossem retomadas.
“Esperamos a manifestação do Ministério Público, que tem autonomia para isso”, disse Cláudio Lima. Questionado sobre os motivos que levaram a Delegacia Geral a não encaminhar as investigações para outra unidade específica, o secretário afirmou que não tem mais detalhes do processo, porque estava em viagem a Campina Grande.
“Os recursos apreendidos foram devolvidos por funcionários da Secretaria Executiva, porque o secretário entendeu que poderia apurar o caso sem a necessidade de reter os valores”, disse Cláudio Lima. O secretário ainda informou que na época não se interessou pelo caso. “Não houve arquivamento ou tentativa de abafar, até porque oito delegados participaram da oitiva, vários funcionários ficaram sabendo”, disse.
Redação com JornaldaParaíba