O gestor aproveitou a oportunidade para alfinetar o governador Ricardo Coutinho (PSB) ao destacar que ao invés de pensar em eleição, se preocupou em trabalhar pela cidade
O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), comentou nesta quarta-feira (27) a retirada da pré-candidatura do secretário de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, João Azevedo, que disputaria a Prefeitura da Capital pelo PSB. Para Cartaxo, o fato comprova que ele estava certo quando dizia que candidato não podia ser nomeado, mas eleito.
“Essa é uma discussão interna do PSB, não me cabe fazer avaliação, mas demonstra claramente da nossa parte que estávamos certos porque eu tenho dito claramente que eleição é uma coisa, nomeação é outra. Portanto, candidato a prefeito não pode ser nomeado, prefeito tem que ser eleito, secretário se nomeia”, disse.
O gestor aproveitou a oportunidade para alfinetar o governador Ricardo Coutinho (PSB) ao destacar que ao invés de pensar em eleição, se preocupou em trabalhar pela cidade.
“Minha leitura sobre esse cenário é de que nós estávamos corretos em priorizar a gestão. Quem só pensa em eleição, esquece da gestão, eu disse isso vários vezes no ano passado. O bom gestor aparece na hora da dificuldade, João Pessoa é uma cidade que não comporta mais projeto pessoal, eleição é no segundo semestre”, falou.
Cartaxo assegurou também que não teme enfrentar o chefe do executivo estadual por ele ser o maior cabo eleitoral do PSB na Capital.
“Nossa gestão vai continuar trabalhando pela cidade de João Pessoa, isso é o mais importante. Nós estamos focados nas 50 obras que vamos entregar a partir de hoje, estamos focados no trabalho. João Pessoa é uma cidade que tem perspectiva de crescimento e projeto pessoal não cabe mais na cidade, o grau de exigência agora é muito maior”, declarou.
Por fim, Cartaxo ironizou as declarações do socialista de que iria percorrer as ruas de João Pessoa com um conga para pedir votos para o PSB.
“Vou continuar entregando obras em João Pessoa, é por isso que vou continuar fazendo o meu trabalho, essa crise estava desenhada há muito tempo, não se instalou no Brasil, nem ontem, nem hoje, ela vem desde o ano passado, o nosso governo teve a capacidade de enxergar isso e tomar as medidas corretas. Eu não preciso usar conga, prefiro usar o meu sapato e trabalhar pela cidade de João Pessoa diariamente”, finalizou.
