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Cantar – por André Aguiar

Quem canta os males espanta, já diz o poeta afeito que é a moldar à vida, o artesão das palavras aponta para o artesão das notas musicais, dos tons e sons.

O cantar exige certa aptidão, aqueles requisitos necessários, uma espécie de disposição inata ou até mesmo adquirida, talento mesmo, uma vocação.

Falo aqui do cantar bem, que quando ouvimos nos conduz a um patamar mais elevado do sentir, aquele voo da alma, do espírito. Ao ouvir uma canção bem cantada, massageamos a vida.

Os estudiosos no assunto dizem que todo mundo pode cantar bem, eu tenho minha dúvidas, confesso, mas, por óbvio, entendo essa assertiva, até porque com os recursos sonoros de hoje pode-se envelopar, ou seja, produzir, uma voz, um canto.

Para mim, cantar vai além dos elementos da música, de ritmo e afinação, por exemplo. Cantar bem é emocionar, como alguém já disse.

Para provar o alegado vejamos os cantores dos festivais de música de hoje, poucos ou quase nenhum deles fazem sucesso, ou permanecem encantando e cativando o público. Talvez porque lhes faltam aquela nata vocação, do carisma mesmo, do se portar ao cantar naturalmente. Uma voz é eterna quando “fala” assim das coisas do coração que tocam a alma, nem precisamos muitas vezes entender o que está sendo cantado.

O cantar é linguagem universal, nascemos todos nós, seres humanos, com essa capacidade do entendimento, do sentir, uns mais outros menos, mas todos de uma maneira geral sentimos e vivemos essa experiência.

Não me cabe aqui elencar os cantores e cantoras de minha preferência, até porque sou eclético demais, gosto de “surfar” em vários gêneros musicais, independente se de gerações de ontem, bem de ontem ou as de hoje e/ou as de agora mesmo.

Claro que tenho minhas preferências de gênero musical, mas música para mim é momento, envolve o ambiente, as pessoas, o estado da alma.

Sou filho da rádio, das AMs, depois FMs, mas descobri nesses aplicativos como Deezer, por exemplo, um amplo e irrestrito “mundo musical”. Basta clicar. Meus rocks das antigas, aquele forrozinho pé de serra que adoro, ou as mais lindas e profundas músicas católicas que me conduzem a orações e elevam minha alma aos Céus.

É muito mais do que aquele “What a Wonderful World”, essas canções enxugam minhas lágrimas, afastam toda angústia, me animam a permanecer firme na arte de ser e viver feliz, aquele “Stay Away From My Window” ou ainda, aquele “Viver e Não Ter a Vergonha de Ser Feliz”, que quem conhece sabe. Como diz Igor meu filho, um músico de skol: “Painho? Música era no teu tempo…rs…”

Cantemos, pois com alegria, um canto novo, um canto de louvor a Deus, pela vida hora e agora bem vivida!!!

Por André Aguiar em 15 de janeiro de 2022.

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