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Campina Grande gasta R$ 14,2 mil por dia para depositar lixo em aterro e oposição questiona valor
Só que o custo da PMCG para manter em funcionamento esse novo aterro na Zona Rural, próximo ao Distrito de Catolé de Boa Vista, tem sido alto. Os gastos para depositar os resíduos no aterro sanitário privado superam R$ 14,2 mil por dia. Cada tonelada custa R$ 35,67, segundo a própria Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma). Diariamente, cerca de 400 toneladas de lixo são recolhidas na cidade e levadas para o novo aterro.
Apesar da mudança de local e da prefeitura ter feito um contrato emergencial dispensando licitação, o secretário municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Geraldo Nobre, garante que os valores são os mesmos que eram pagos à antiga empresa que administra o aterro em Puxinanã.
O contrato emergencial firmado entre a prefeitura e a Ecosolo Gestão Ambiental de Resíduos LTDA, dona do aterro, é de 120 dias. Os valores são de até R$ 517.215,00 mensais, totalizando R$ 2.068.860,00. Mas, segundo Geraldo Nobre, este valor mensal funciona como um limite, ou seja, a quantidade de lixo coletado na cidade por mês só pode chegar a 14.500 toneladas, que corresponde a aquele valor de pouco mais de 500 mil reais por mês.
Além de pagar pelo uso do aterro para depositar os resíduos, a coleta de lixo gera outros gastos aos cofres públicos. Com a mudança de local, a prefeitura reduziu o gasto em transporte pela metade. ” O aterro sanitário escolhido pela prefeitura de Campina Grande fica localizado em uma fazenda, na Zona Rural do munícipio. A licença de operação expedida pelo Conselho de Proteção Ambiental (Copam), que é vinculado à Secretaria de Estado dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, mostra que o aterro tem uma área de 90 hectares e está licenciado para funcionamento até 15 de abril de 2017.
Recentemente, o vereador da oposição Napoleão Maracajá (PCdoB), visitou o aterro, e questionou a forma rápida como o contrato foi feito pela PMCG. Ele passou a fazer algumas indagações e levantar suspeitas sobre o novo contrato da Prefeitura com a empresa, questionando se houve por exemplo, licitação para a contratação do novo aterro.
“Então surgem outras questões: por que a mudança? Não houve licitação para a contratação desse novo aterro, estamos falando de um contrato que custará ao povo de Campina quase 3 milhões por apenas 4 meses, ou seja, vamos pagar tudo isso, para despejar o lixo nesse local. Estamos aqui para chamar atenção, para denunciar” indagou.
Para Napoleão Maracajá, nenhum gestor pode agir dessa forma com o dinheiro público, sem prestar qualquer esclarecimento a população. “ O deputado federal e ex prefeito de Campina Grande Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), também achou estranho a pressa com que a PMCG rompeu o contrato com a empresa responsável pelo aterro de Puxinanã e formalizou um novo contato, emergencialmente, num valor superior a R$ 2 milhões.
Redação com PB Agora