O relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), concluiu que a pioneira delação de Maurício Camisotti sobre os roubos bilionários a aposentados e pensionistas deve tirar o sono de integrantes da cúpula do poder da República, em Brasília. Em vídeo divulgado na noite de ontem (9), o parlamentar alagoano cobra que Camisotti delate políticos e autoridades envolvidos nos crimes monstruosos. E vê chances de uma eventual nova colaboração premiada delatar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Lula (PT).
“Hoje, Brasília não dorme! Maurício Camisotti assinou o acordo de colaboração premiada com a PF. A fraude do INSS envolveu bilhões de reais roubados de aposentados e pensionistas. A colaboração premiada dele tem que citar o nome de políticos e autoridades envolvidas. Não se pode mais colocar sujeira de do tapete. […] que diga toda a verdade e aponte todas as autoridades, sem exceções, que participaram desse roubo monstruoso contra quem mais precisava de apoio do Estado”, cobrou Alfredo Gaspar, ao lembrar que pediu a prisão de Camisotti na CPMI do INSS.
O relator da CPMI do INSS deseja que a iniciativa de Camisotti, considerado o maior operador do esquema, inspire outra delação importante, de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, também preso, como um dos maiores líderes da roubalheira estimada entre R$ 7 bilhões e R$ 10,5 bilhões, pela CPMI, entre 2015 a 2025, envolvendo 47 entidades associativas e sindicatos acusados de lesar 10 milhões de aposentados e pensionistas.
“Que venham outras colaborações, como a do careca do INSS, que repassou o dinheiro vantagens para Lulinha, filho do presidente da República. Lula, nós não podemos tolerar mais impunidade”, concluiu Alfredo, cujo relatório para a CPMI orientava o Senado a pedir a prisão de Lulinha, a quem acusou de indícios de crimes de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.
O advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, classificou o indiciamento do filho do presidente Lula como revelador de um “caráter eleitoral da atuação” do relator Alfredo, que estaria atuando contra a reeleição do petista e favorável à eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.
A iniciativa de Camisotti de contribuir com a revelação de novas provas e envolvidos nos crimes foi acolhida como válida pela PF e enviada para ser analisada pelo ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
Assista à manifestação de Alfredo Gaspar:
Fonte: DP – Davi Soares