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Caminhoneiro bolsonarista Zé Trovão vai para prisão domiciliar em SC

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O caminhoneiro bolsonarista Marcos Antonio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, teve a prisão domiciliar concedida nesta sexta-feira (17). Ele estava preso preventivamente em Joinville, no Norte catarinense, desde 26 de outubro, quando se apresentou à Polícia Federal.

Na decisão, o relator, ministro Alexandre de Moraes, escreveu que, por causa da passagem do tempo entre o feriado de 7 de setembro e esta sexta, não estão mais presentes os fatos necessários à manutenção da prisão preventiva.

Em seguida, citou manifestação da Procuradoria-Geral da República, que disse “a principal motivação do decreto cautelar foi a real possibilidade de Marcos Antônio Pereira Gomes participar de atos violentos e antidemocráticos no feriado de 7 de setembro de 2021, bem como divulgar mensagens criminosas, também direcionadas ao mesmo feriado, por meio de lives”.

Gomes é investigado por incitação a atos violentos e antidemocráticos. Antes de ser preso, estava foragido desde o início de setembro.

De acordo com a decisão, a prisão domiciliar precisa ser cumprida com tornozeleira eletrônica na casa do caminhoneiro, em Joinville, Norte de Santa Catarina. O ministro ainda impôs as seguintes medidas cautelares: proibição de comunicação com outros investigados; proibição de participar em redes sociais; proibição de receber visitar que não sejam de familiares sem autorização prévia da Justiça; e proibição de dar entrevista sem autorização prévia da Justiça.

Tempo no presídio – A Polícia Federal afirmou por nota que, na época em que se apresentou, Gomes não foi interrogado pela polícia e foi encaminhado ao Presídio de Joinville. A prisão foi feita em cumprimento de mandado feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em setembro, Gomes foi localizado pela PF no México, no período em que estava foragido.

Investigação – O caminhoneiro foi alvo de um mandado de prisão em 20 de agosto expedido pelo STF. A ação investiga incitação a atos violentos e ameaçadores contra a democracia.

Segundo o despacho de Alexandre de Moraes na época, a PGR sustentou que postagens e vídeos publicados demonstraram que o caminhoneiro teria convocado a população, por meio das redes sociais, a praticar atos criminosos e violentos.

Enquanto estava foragido, Gomes ficou em um hotel no México, conforme a PF. Nas redes sociais, ele divulgou vídeo no qual relata que representantes da embaixada brasileira procuraram o local em que ele estava.

A defesa do caminhoneiro comentou o tempo em que Gomes estava foragido. “Essa questão da ida ao México nós não vimos ilegalidade porque ele saiu legalmente do Brasil e entrou legalmente no México. Depois, com o advento da prisão dele, ele ficou um pouco indeciso se deveria ou não se apresentar e, ouvindo agora aconselhamentos profissionais, aconselhamento da família, ele resolve se apresentar”, afirmou Elias Assad.

O advogado não soube informar se Gomes veio direto do México para se apresentar à PF de Joinville.

G1

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