Em outubro do ano passado, pela perspectiva do que observavam os investidores, Bolsonaro chega ao primeiro aniversário de sua eleição com a principal lição de casa concluída: uma reforma da Previdência com economia de R$ 800 bilhões em uma década – valor que supera, inclusive, a aposta dos mercados, que viam como mais provável uma reforma com potência fiscal de R$ 700 bilhões.
Os dias foram turbulentos. Caminhamos para o desfecho do primeiro ano do novo ciclo político brasileiro.
A economia dá ótimos sinais de retomada. Juros e inflação baixos, Bolsa batendo recordes, reformas em curso, portanto, o caminho está correto.
Além da Medida Provisória 876/2019 que vem em socorro dos pequenos e médios empresários e elimina vários entraves burocráticos, colocando o pequeno empreendedor a salvo, em parte, da arrogância e da preguiça de muitos dos servidores públicos.
Mas por outro lado, o preço que se está pagando pelos dezesseis anos de um governo que prometeu muito e por fim acabou na lama da corrupção, foi grande. O desemprego continua elevado, apesar da geração de 800 mil empregos, as desigualdades ainda são crescentes, mas a instabilidade política começa a dá sinais de confiança.
O PISA nos colocou em 59º lugar entre 79 países. O IDH nos destinou a 79ª posição entre 189 países. Inevitável enxergar que esse novo governo ainda tem muito o que fazer.
O Congresso Nacional, com Rodrigo Maia e com Davi Alcolumbre, pensando em 2022, buscam segurar as mudanças, apesar da cortina de fumaça da radicalização retórica dos extremos. Poderiam ter feito muito mais em um ano.
Aprovaram o pacote anticrime diferente da proposta de Sérgio Moro, excluindo pontos extremamente importantes para sociedade como a excludente de ilicitude e à questão da prisão em segunda instância, fundamental para estabilidade jurídica do pais.
Reformou marcos regulatórios das telecomunicações e do saneamento, introduziu mudanças importantes no sistema previdenciário, votou a nova lei de proteção de dados, o cadastro positivo, as mudanças no ISSQN, mas poderiam ter feito muito mais.
E por fim, terminaram a legislação com um tropeço descarado na questão do “Fundão” Eleitoral em momento de grave restrição fiscal. Não importa o bate-boca extremado, se as mudanças legais, necessárias para a modernização do país, não avançarem.
Assim, se se acusa o atual governo de algo, é de zelar pelo dinheiro público, coisa esquecida nestes últimos 30 anos.
Em tempo, nenhum escândalo de corrupção no primeiro ano de gestão Bolsonaro.
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