Esportes
Brasil festeja primeiros passos e busca sincronia antes do Grand Prix no Rio
Após amistosos, seleção vai disputar o Grand Prix, a partir do dia 9 de junho, na Arena Carioca 2. Fabiana e Sheilla reconhecem falta de ritmo, mas elogiam equipe
Os dois primeiros compromissos foram superados quase com perfeição. Os erros, é verdade, apareceram. Mas, com a autoridade de quem busca um tricampeonato olímpico, as meninas do Brasil conseguiram se impor e venceram os dois amistosos contra a República Dominicana. O compromisso agora, porém, é um pouco mais complicado. No próximo dia 9 de junho, a seleção estreia no Grand Prix, contra a Itália, na Arena 2, no Rio de Janeiro. Diante do principal desafio rumo à Olimpíada, a equipe busca uma única característica: o sincronia.
É bem verdade que o primeiro rival apresentou poucas ameaças. Fora das Olimpíadas depois de ficar em sexto lugar no Pré-Olímpico mundial, a República Dominicana até ensaiou um passo mais ousado nos dois amistosos, mas conseguiu vencer apenas um set nas partidas. Agora, a seleção terá rivais à altura do sonho olímpico.
Após a vitória de domingo, poucas jogadoras falaram. Com um voo para pegar logo depois do jogo, correram apressadas para o aeroporto de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. José Roberto Guimarães, que saiu de quadra direto para uma reunião com a comissão técnica, não falou. Capitã e destaque da partida, Fabiana foi quem deu sinal da busca da equipe durante os treinos da próxima semana.
– Faço uma avaliação legal. Mesmo não entrando no ritmo. Está tudo no início, né? Estávamos só treinando, completamente sem ritmo de jogo. Sabemos que estamos no caminho certo. Temos muito a melhorar. Precisamos acertar muita coisa, precisamos sincronizar muita coisa dentro de quadra ainda. Estamos no caminho, treinando muito forte para que, na reta final, todo mundo chegue voando. É o primeiro passo. Aqui (nos amistosos), tivemos uma base, vimos como está, o que precisa arrumar. O legal é que dá ritmo para todo mundo, todo mundo conseguiu jogar. Acho que isso é importante. Todas precisam estar preparadas.
Como a maior parte da equipe mora em São Paulo, a CBV mudou o destino, e a seleção vai treinar em terras paulistas na próxima semana. Após os treinamentos, que ocorrem até sexta, as jogadoras seguem para o Rio de Janeiro, onde seguem a preparação para o Grand Prix. Sheilla, que jogou boa parte do segundo amistoso, admite que o caminho é longo, mas diz estar feliz com o que a seleção apresentou até agora.
– Acho que o time está crescendo ainda. Foram dois bons jogos. Acho que nos dois jogos, a gente deu uma parada no nosso ritmo e elas cresceram. Mas é o comecinho. Temos muito a melhorar, mas estamos num caminho bom. Foi um bom teste.
O bom clima no grupo, porém, é evidente. Fabiana ressalta que todas as jogadoras estão focadas em um só objetivo: o ouro olímpico.
– Acho que está todo mundo focado. É um ano muito importante, precisamos de todo mundo. Precisamos da força e de ajudar uma a outra. Acho que esse é o diferencial do Brasil. Quanto mais a gente conseguir pegar isso, melhor. E não é uma coisa forçada. É muito natural. Sinto muito orgulho de fazer parte desse grupo, de ser capitã desse time. Todas as meninas são incríveis. Queremos um presente ainda maior e vamos em busca disso.
– Sinceramente, precisamos acertar tudo. Nosso saque, relação bloqueio-defesa, nosso ataque. Acho que falta sincronizar. É normal. É normal porque tem muita gente. Ficamos rodando todo o tempo. No início, vai ter isso. Foi bom para ter uma base.
O principal desafio antes das Olimpíadas será o Grand Prix. O Brasil estreia no dia 9 de junho, na Arena Carioca, contra a Itália. Depois, enfrenta Japão e Sérvia na mesma semana. Na segunda semana de disputa, a seleção encara Sérvia, Bélgica e China, em Macau, na China. Depois, encerra a fase de classificação contra Itália, Bélgica e Turquia, na cidade turca de Ankara. A fase final será em Bangcoc, na Tailândia, entre 6 e 10 de julho.