Brasil

Brasil cria 131 mil vagas de emprego em julho, e sinaliza retomada da economia

O Brasil voltou a gerar empregos com carteira assinada em julho, quando o saldo líquido somou 131.010 vagas abertas, informou nesta sexta-feira (21) o Ministério da Economia.

No mês passado, foram contratados 1.043.650 trabalhadores formais, e demitidos 912.640.

A programação inicial do governo era de que o resultado seria publicado somente na quinta-feira da semana que vem (27), mas a divulgação foi antecipada pela área econômica.

A evolução positiva do emprego formal se dá após quatro meses de queda, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

De acordo com dados oficiais, esse também foi o melhor resultado, para este mês, desde 2012, quando foram contratados 142.496 trabalhadores com carteira assinada. Ou seja, foi o melhor julho em oito anos.

No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, ainda segundo informações do Ministério da Economia, as demissões superaram as contratações em 1,092 milhão de empregos formais.

As demissões refletem o impacto da pandemia do novo coronavírus no mercado de trabalho brasileiro, que está empurrando a economia mundial para uma forte recessão. No Brasil, estimativa mais recente dos economistas dos bancos é de uma queda de 5,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

Por estados, as maiores contratações foram em São Paulo, com 22.967 novas vagas; Minas Gerais (+15.843) e Santa Catarina (+10.044).

Por outro lado, o saldo de Rio de Janeiro, Sergipe e Amapá foi de demissões: 6.658 (Rio); 804 (Sergipe); e 142 (Amapá).

O governo federal negocia com o Congresso a segunda prorrogação do auxílio emergencial, mas com valores menores do que os atuais R$ 600. A última parcela do benefício está sendo paga nesta semana, e a expectativa é que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anuncie a extensão do auxílio nos próximos dias.

O encerramento do benefício deve coincidir com o lançamento em janeiro de 2021 do Renda Brasil, o programa social do governo federal para substituir o Bolsa Família. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já adiantou que a proposta de renda básica deve beneficiar até 27 milhões de brasileiros, ante os 20 milhões atualmente cadastrados no Bolsa Família. O valor também deve ser maior, de R$ 300, contra os R$ 190 pagos pelo benefício criado pelo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. O orçamento do programa e a limitação dele ao teto de gastos está sendo avaliada pelo Ministério da Economia, e a previsão é que a proposta seja enviada ao Congresso Nacional na terça-feira.

Clique para comentar

Você precisa estar logado para fazer um comentário Conecte-se

Deixe um Comentário

Mais popular